Trump volta a discutir possibilidade de fim da guerra contra Irã, afirma jornal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem discutindo reservadamente com assessores de alto escalão a possibilidade do fim da guerra contra o Irã. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo Wall Street Journal , ele afirma ser favorável à ideia.
Assessores do presidente norte-americano alertam que a escalada da guerra poderia prejudicar as perspectivas do Partido Republicano nas eleições legislativas programadas para novembro deste ano. O argumento, no entanto, não sensibiliza o mandatário dos Estados Unidos. Segundo as fontes do jornal, ele disse não considerar as consequências eleitorais ao tomar suas decisões sobre o conflito .
Elas relataram que Trump tem dito a assessores que a ofensiva econômica contra o Irã acabará forçando o governo iraniano a desmontar seu programa nuclear e poderia até mesmo provocar o seu colapso. Nas redes sociais, o mandatário dos Estados Unidos chegou a afirmar que “gosta muito mais da nossa posição agora, com quase controle total do Estreito de Ormuz e a economia deles totalmente colapsando”.
Nesta quarta-feira (02/09), Washington pediu que embaixadas do mundo inteiro aumentem as ameaças contra empresas e governos para que eles suspendam suas relações comerciais com Teerã. Apesar disso, a possibilidade de novos ataques está aberta.
No mês passado, destaca o WSJ , novas opções para uma eventual ampliação das operações foi a presentada. Entre elas consta a intensificação dos ataques aéreos e o envio de forças terrestres para tomar ilhas iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
Trump volta a discutir possibilidade de fim da guerra contra Irã, afirma jornal Molly Riley / White House
Outra possibilidade é um bombardeio contra a instalação fortificada Pickaxe Mountain, que Washington suspeita de que possa ser utilizada para atividades nucleares secretas do Irã. Segundo a reportagem, operações desse porte exigiriam recursos militares significativos.
Nesta quarta-feira (02/09), nas redes sociais, Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA permanecem preparadas para agir “a qualquer momento” . “Vemos tudo o que eles estão fazendo. Eles não podem ir ao banheiro sem a gente ver”, acrescentou.
Em paralelo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que prometeu uma ofensiva rápida e decisiva seis meses atrás, agora avalia um aumento da permanência dos militares na região. Algumas unidades, como a 82ª Divisão Aerotransportada, podem permanecer mobilizadas na região até 2027, segundo o jornal.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 50 mil militares no Oriente Médio, além de 19 navios de guerra, unidades de defesa aérea, esquadrões de caças e paraquedistas. Segundo WSJ , a manutenção dessa estrutura por mais tempo vem gerando desgastes .
Os efetivos das unidades responsáveis pelos sistemas utilizados para interceptar mísseis e drones iranianos deveriam permanecer por nove meses na região, mas o prazo de permanência já foi prolongado para 12 meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.