Após nova travessia para Ceuta, imigrantes são presos no Marrocos
Pelo menos 111 pessoas foram presas neste sábado (15/8), no Marrocos, após uma nova tentativa de entrada no enclave espanhol de Ceuta , no norte da África.
A nova tentativa de travessia massiva de migrantes acontece após convocações por meio de publicações nas redes sociais , em meio ao reforço da segurança em ambos os lados da fronteira.
A tentativa de travessia ocorreu duas semanas depois que mais de 72.000 migrantes invadiram Ceuta, gerando tensões na União Europeia e alimentando a retórica anti-imigração entre partidos de extrema-direita em todo o mundo.
Na ocasião, pelo menos 96 pessoas morreram na tentativa de alcançar o solo europeu.
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De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a polícia marroquina usou gás lacrimogêneo para dispersar grupos de migrantes reunidos em colinas a cerca de 3 km da fronteira.
Conforme o veículo, o Ministério do Interior do Marrocos ordenou que seus jornalistas deixassem Fnideq imediatamente, sem dar explicações.
Em Ceuta, soldados espanhóis guardavam supermercados enquanto a polícia patrulhava intensamente as principais ruas do enclave.
A cidade estava mais calma do que nos dias posteriores à travessia em massa de 30 de julho.
Desde então, Madri instalou uma barreira marítima e mobilizou mais de 500 policiais adicionais da Espanha continental, elevando o total em Ceuta para mais de 1.600.
O Ministério do Interior disse que os reforços permanecerão pelo tempo que for necessário.
“Continuaremos a mobilizar todo o pessoal necessário para restaurar a normalidade o mais rápido possível e evitar que eventos como os de 30 de julho voltem a acontecer”, disse o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, na quinta-feira.
Ainda segundo o ministro, cerca de 5.000 migrantes permaneceram em Ceuta.
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