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“Não foi precipitada”, diz família sobre prisão de médico por morte de Fabíola

Campo Grande News ·
“Não foi precipitada”, diz família sobre prisão de médico por morte de Fabíola

Para a família de Fabíola Marcotti, de 51 anos, a prisão preventiva do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, não foi precipitada, mas ocorreu após a “análise dos elementos apresentados no curso da investigação”.

O médico foi preso na noite desta sexta-feira (14), após a determinação expedida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Ele passou por audiência de custódia na manhã deste sábado (15).

Segundo os familiares, Fabíola foi vítima de um cruel feminicídio, e a convicção se deve às "circunstâncias reveladas ao longo da investigação e dos elementos técnicos que, progressivamente, passaram a colocar sob sério questionamento a versão de suicídio inicialmente apresentada", diz um trecho do texto enviado ao Campo Grande News .

A família ressalta, porém, que respeita o devido processo legal, a presunção de inocência e o direito de defesa do médico.

Os familiares citam os elementos periciais já divulgados, entre eles a ausência de sinais característicos de um disparo feito com a arma encostada ou à curta distância.

O laudo necroscópico divulgado anteriormente pelo Campo Grande News apontou que não foram encontrados vestígios típicos de disparos realizados com a arma encostada ou muito próxima da pele.

O exame, no entanto, não determinou quem efetuou o disparo nem concluiu se a morte foi homicídio ou suicídio.

Os familiares afirmam ainda que a investigação não ignorou divergências na versão inicial e que os investigadores buscaram confrontar os relatos com depoimentos, perícias e outros elementos reunidos durante as diligências.

A família também menciona a suspeita de alteração da cena em que Fabíola foi encontrada.

Conforme já informado na investigação, armas e munições teriam sido retiradas do local após a morte, circunstância que passou a ser analisada pela Polícia Civil.

“Não busca vingança” - Na nota, a família afirma que não busca vingança ou condenação pela opinião pública, mas a apuração completa das circunstâncias da morte.

“Fabiola já não pode falar.

Agora, cabe às provas falarem por ela”, diz o texto divulgado neste sábado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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