Sessão da 6×1 vira bate-boca entre senadores e tem até choro
A sessão de análise da PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal na manhã desta quarta-feira (2) teve choro, lembrança pai morto e bate-boca entre senadores.
Os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Cleitinho (Republicanos-MG) candidato ao governo de Minas choraram.
O primeiro ao lembrar que está encerrando sua carreira parlamentar e que iniciou a vida pública com a pauta da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, e o segundo dizendo que o pai trabalhou na escala 6×1 a vida inteira.
Mendonça confirma depoimento de Vorcaro sem PF, mas diz que Moraes não foi tema do encontro Houve ainda bate-boca entre os senadores e Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC, e Rogério Marinho (PL-RN), que é contra a medida e tentou inviabilizar os debates.
“Quem nunca trabalhou na 6×1 não pode falar nela.
Vamos inverter? Colocar para trabalhar aqui no Senado, viver da escala 6×1, viver com R$ 1.600 por mês, pegar ônibus lotado… Quero aqui finalizar dizendo que vou votar ‘sim’ e dizendo que a espero que a gente coloque em plenário.
Para ferrar com povo é 24 horas”, disse Paim se emocionou ao lembrar que defende a redução da jornada há décadas.
Disse ter sido retirado do colégio durante a Ditadura por defender pautas trabalhistas e, depois, trabalhado em fábricas, conheceu a reivindicação pela redução das horas de trabalho.
O senador lembrou a Constituinte de 1988, quando a jornada semanal caiu de 48 para 44 horas, e afirmou que a proposta atual representa a continuidade dessa história.
“Meu último momento aqui, estou indo para casa”, disse, em tom emocionado.
Ele afirmou que gostaria de levar consigo a aprovação da jornada de 40 horas, apelando para senadores do centrão votarem a favor.
Para o senador, argumentos de que a redução provocará inflação e desemprego já foram usados no passado e não se confirmaram.
“Nós estamos, nesse momento, escrevendo história”, afirmou.
Cleitinho também recorreu a uma lembrança pessoal para defender a PEC.
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