Ações da CSN (CSNA3) disparam 12% após mudança na presidência
As ações ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) sobem 12,5% no início das negociações desta quinta-feira (3) após a empresa divulgar, ontem, a saída de Benjamim Steinbruch da presidência, cargo que ocupou pelos últimos 25 anos.
Ele será substituído por Fabio Schvartsman, ex-diretor-executivo da Vale.
A troca na direção da CSN ocorre em meio a um processo de vendas de ativos, para diminuir o endividamento do grupo.
Os analistas da XP Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano escreveram, em relatório divulgado nesta quinta, que há uma assimetria positiva nos preços das ações da siderúrgica em razão da exequibilidade do seu plano de desalavancagem financeira.
Eles notam que os motores de geração de caixa do grupo perderam força com o enfraquecimento dos fundamentos do minério de ferro e o ambiente desafiador para o setor siderúrgico no Brasil.
A projeção é que, entre o terceiro trimestre e o ano de 2030, a operação consolidada da CSN deve consumir cerca de R$ 17,4 bilhões em caixa, pressionada por maiores investimentos na CSN Mineração e custo de dívida elevado.
Somando o consumo de caixa operacional, as amortizações de dívidas e a remuneração a acionistas, a corretora estima uma necessidade total de recursos de aproximadamente R$ 41,4 bilhões até 2030.
A gestão dessa equação financeira é apontada como o principal mandato do novo executivo Fabio Schvartsman na liderança da companhia, ancorado no refinanciamento de dívidas, novos contratos de pré-pagamento de minério de ferro e a venda de ativos.
Os analistas veem que esse plano deve seguir adiante, dado que a companhia tem ativos de qualidade que vão atrair interesse do mercado e o bom relacionamento com bancos ajuda na renegociação de dívidas.
Em termos operacionais, a XP estima que a CSN registrará receita líquida consolidada de R$ 45 bilhões em 2026 e R$ 47,4 bilhões em 2027, com Ebitda ajustado de R$ 10,9 bilhões e R$ 12,4 bilhões, respectivamente, apoiado pela CSN Mineração.
A conclusão dos projetos de expansão da CSN Mineração aumentará a produção de minério, melhorando o rendimento de fluxo de caixa livre para 6% até o final da década e viabilizando a desalavancagem estrutural do grupo.
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