Investimentos dos brasileiros aumentam 6% no 1º semestre e títulos isentos são favoritos
O volume de investimentos dos brasileiros aumentou 6,4% no primeiro semestre e alcançou R$ 9,1 trilhões, aponta a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Em um ambiente de elevados juros e de maior aversão aos investimentos de risco, não poderia ser diferente: 60% do dinheiro está na renda fixa, principalmente em títulos isentos de Imposto de Renda, mas os títulos públicos lideraram a alta entre os títulos e valores mobiliários.
Em um ambiente de alto endividamento, inflação e juros elevados, os investimentos do segmento de varejo de alta renda subiram 7,8% e atingiram R$ 3,4 trilhões, enquanto os investimentos do segmento de varejo tradicional, que representa os menos endinheirados, avançaram 6,1% e chegaram a R$ 3 trilhões.
Já os do segmento "private", dos mais endinheirados, cresceu 5,2% e somaram R$ 2,8 trilhões.
A renda fixa continuou sendo a estrela em um momento de juros altos e aversão aos investimentos de maior risco.
Os investimentos nessa categoria aumentaram 7% e alcançaram R$ 5,5 trilhões.
Contudo, outra classe avançou ainda mais: os produtos híbridos, como Certificado de Operações Estruturadas (COEs), ETFs (fundos negociados em bolsa que acompanham um indicador de mercado), fundos imobiliários e fundos multimercados, cresceram 8,6% e atingiram R$ 856 bilhões.
Quase metade dos investimentos dos brasileiros está alocada em títulos e valores mobiliários, como ações, CDBs e debêntures (46%, o equivalente a R$ 4,2 trilhões), enquanto 24% (R$ 2,2 trilhões) do dinheiro está em fundos de investimentos, 18% (R$ 1,6 trilhão) em previdência e 11% (R$ 966 bilhões) na poupança.
Os maiores avanços dos investimentos no primeiro semestre aconteceram em nos fundos de investimentos (11%) e nos títulos e valores mobiliários (6%), enquanto os investimentos na poupança seguiram praticamente estabilizados.
Nos valores e títulos mobiliários, a maioria dos investimentos dos brasileiros estava nos papéis de renda fixa isentos, como Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola (LCIs e LCAs), debêntures incentivadas e Certificados de Recebíveis Imobiliários e Agrícolas (CRIs e CRAs), que alcançaram R$ 1,5 trilhão.
A isenção de Imposto de Renda ajuda a aumentar a remuneração paga aos investidores em um ambiente em que os juros oferecidos por esses títulos já estão altos.
Depois, o maior volume estava nos CDBs (R$ 1,4 trilhão) e nas ações (R$ 817 bilhões).
Nos fundos, o maior volume estava nos de renda fixa (R$ 1,1 trilhão).
Mas o maior crescimento aconteceu nos títulos públicos (32,9%, para R$ 350 bilhões), em meio aos juros altos e o baixo risco dos títulos.
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