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Ao pé de uma montanha do Japão existe uma floresta tão densa que antigas trilhas desaparecem entre raízes, cavernas e formações de lava criadas por erupções ocorridas há séculos, tornando a orientação muito mais difícil do que parece olhando um mapa

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Ao pé de uma montanha do Japão existe uma floresta tão densa que antigas trilhas desaparecem entre raízes, cavernas e formações de lava criadas por erupções ocorridas há séculos, tornando a orientação muito mais difícil do que parece olhando um mapa

Fluxos de lava do Monte Fuji criaram um terreno de cavernas, fissuras e solo raso sobre o qual uma floresta densa cresceu durante cerca de 1.200 anos

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No lado noroeste do Monte Fuji, a Aokigahara ocupa aproximadamente 30 quilômetros quadrados sobre um terreno que praticamente não existia antes de uma grande erupção no século IX. Sob as árvores há lava basáltica solidificada, fendas, tubos subterrâneos e uma camada de solo muitas vezes muito fina. Essa combinação criou uma floresta visualmente fechada e um piso extremamente irregular, no qual raízes expostas, depressões e vegetação podem tornar o deslocamento fora das rotas oficiais muito mais complicado do que um mapa plano sugere.

A floresta atual está diretamente ligada à erupção Jōgan do Monte Fuji, iniciada em 864. Grandes volumes de lava alcançaram o sopé noroeste da montanha e cobriram aproximadamente 30 quilômetros quadrados. Estudos geológicos estimam que o campo de lava associado à erupção tenha volume próximo de 1,4 quilômetro cúbico.

Depois que a superfície esfriou, musgos e outras formas de vegetação começaram lentamente a ocupar rachaduras e pequenas acumulações de material orgânico. Ao longo de aproximadamente 1.200 anos, desenvolveu-se uma floresta mista com coníferas e árvores de folhas largas. A província de Yamanashi descreve o local como um importante exemplo de vegetação natural estabelecida diretamente sobre os antigos fluxos vulcânicos.

A lava não produziu uma superfície lisa. Durante o resfriamento, partes se quebraram, afundaram ou acumularam umas sobre as outras, formando elevações pequenas, cavidades, fendas e blocos irregulares. Como existe pouco solo em várias áreas, raízes crescem sobre a rocha, atravessam musgos e contornam obstáculos em vez de penetrar profundamente no terreno.

Este vídeo oficial divulgado pela província de Yamanashi mostra a paisagem natural da floresta e a maneira como árvores e raízes ocupam o antigo campo de lava.

Parte da lava permaneceu fluindo depois que sua superfície externa já havia esfriado e endurecido. Quando o material ainda líquido continuou avançando e posteriormente escoou para fora, deixou passagens ocas conhecidas como tubos de lava. O resultado é uma rede de cavidades vulcânicas espalhada pela região.

Entre os exemplos conhecidos estão a Caverna de Gelo de Narusawa e a Caverna do Vento de Fugaku. Narusawa possui cerca de 81 metros de extensão e trechos com teto de apenas aproximadamente 90 centímetros. Existem ainda moldes de árvores formados quando troncos foram envolvidos pela lava e desapareceram posteriormente, deixando cavidades com seus formatos.

Essa é uma das histórias mais repetidas sobre o local, mas costuma ser exagerada. Rochas vulcânicas podem conter minerais magnéticos e provocar pequenas interferências quando uma bússola é colocada diretamente sobre determinadas superfícies. Isso não significa que toda a floresta forme uma gigantesca zona onde bússolas normais deixam de apontar corretamente.

A dificuldade de orientação está muito mais relacionada à paisagem.

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