Hugo Motta articula votação de pautas prioritárias do governo Lula para conter inflação
A Câmara dos Deputados deve concentrar esforços nesta semana na votação de projetos considerados prioritários pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre eles o projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis. A proposta, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) , poderá ser ampliada para incluir outras medidas de interesse do governo e de setores estratégicos da economia.
Motta afirmou que se reuniu nesta terça-feira (11) com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Segundo ele, a pauta prioritária do Executivo é o PLP que trata dos subsídios atualmente concedidos à gasolina e que poderão ser estendidos ao etanol.
O presidente da Câmara disse ainda que o texto poderá incorporar medidas relacionadas à produção nacional de fertilizantes, à exploração de minerais críticos, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 e à antecipação de receitas para o Ministério da Defesa.
A ampliação do projeto ocorre em meio à tentativa do Congresso de acelerar votações antes de um novo período de menor atividade legislativa. Motta afirmou que a Câmara pretende votar a matéria ainda nesta semana, caso haja acordo entre as lideranças e o governo.
“São temas consensuais, convergentes. Nós temos que fazer todo o esforço para termos mais celeridade”, declarou.
Na avaliação do presidente da Câmara, a principal urgência é impedir uma pressão adicional sobre os preços. “O que é mais urgente, o não aumento da inflação, principalmente ligado ao aumento do preço dos combustíveis”, disse.
A articulação de Motta com integrantes do Executivo indica que, apesar das divergências políticas entre o Planalto e setores do Congresso, há uma agenda de interesse comum sendo construída nas negociações entre as duas Casas.
Outro tema que deverá entrar na pauta das negociações é a chamada “taxa das blusinhas”. Motta afirmou que a comissão mista responsável pela análise da medida provisória ainda não foi instalada e que o Congresso terá pouco tempo para deliberar sobre o assunto antes do vencimento da MP, previsto para setembro.
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