Alvo de polêmica, Meta é a empresa que mais arrecadou na eleição do Brasil
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Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira (14), a empresa havia recebido R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas.
O valor pode ser ainda maior. A segunda colocada, a DLocal, uma empresa de pagamentos recebeu outros R$ 99 milhões para impulsionamento de conteúdo, que também é feito nas redes sociais da Meta. A terceira, com R$ 31 milhões, é a Delta3 Comunicação, empresa de Raul Rabelo, que trabalha para Lula (PT) e é sócio do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Flávio, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula, lidera os repasses ao Facebook. Ele declarou 13 pagamentos à empresa, entre 8 e 30 de setembro, que somaram R$ 7,5 milhões. Lula vem em segundo, com R$ 2,6 milhões. As despesas ainda são parciais.
A página informa que 26% do público que viu a propaganda eram homens de 25 a 44 anos, faixa em que o senador concentra parte relevante de seu eleitorado, mas que 11% eram mulheres acima de 65 anos, segmento em que, segundo o Datafolha, Lula vai melhor.
Já o petista pagou "entre R$ 15 mil e R$ 20 mil" para impulsionar, nesta semana, um vídeo em que compara imagens de uma criança com uma arma na mão comemorando a vitória de Flávio no primeiro turno —caso que repercutiu nas redes sociais— com imagens de outra criança segurando uma Constituição.
No caso de Lula, 26% do público que recebeu a mensagem também eram homens de 25 a 44 anos, eleitorado em que Flávio vai melhor.
A análise das dez candidaturas que mais pagaram diretamente à Meta mostra que essa despesa não garante vitória. Flávio e Lula estão no segundo turno; dos outros oito, três foram eleitos e cinco, derrotados.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado no primeiro turno em São Paulo por Tarcísio, gastou quase o mesmo que Lula —R$ 2,5 milhões— e terminou a disputa com 36,4% dos votos válidos no estado. Ele é o terceiro que mais repassou diretamente à Meta, segundo o TSE. Tarcísio, contudo, gastou valor equivalente para impulsionamento de conteúdos, declarados à DLocal.
Ciro Gomes (PSDB), que tentou o Governo do Ceará, obteve 46,2% dos votos, insuficientes para derrotar Elmano de Freitas (PT), que também venceu no primeiro turno.
Aécio Neves (PSDB) e Alexandre Curi (Republicanos), candidatos ao Senado por Minas Gerais e pelo Paraná, respectivamente, também estão no ranking e não foram eleitos. Aécio gastou R$ 2 milhões com impulsionamento; Curi, R$ 1,4 milhão. Wellington Fagundes (PL) repassou R$ 1,5 milhão à Meta para sua campanha em Mato Grosso, mas foi superado por Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno.
O deputado federal reeleito Célio Studart (PSD-CE) declarou pagamentos de R$ 2,4 milhões ao Facebook e foi o 13º parlamentar mais votado no estado. Lindbergh Farias (PT-RJ), terceiro mais votado no Rio para a Câmara, declarou R$ 1,6 milhão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.