Maioridade penal volta ao centro do debate político e desafia Lula; veja vídeo
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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A redução da maioridade penal voltou com tudo na reta final da eleição. Afinal, 79% dos brasileiros apoiam a medida . Mas quem vai sair vitorioso desse discurso?
O governo reagiu quase que imediatamente à ofensiva da oposição e propôs uma emenda que prevê a redução da maioridade penal na discussão da PEC da Segurança Pública.
O problema é que nem mesmo o autor da emenda, o senador Camilo Santana (CE) e nem o próprio presidente Lula imaginavam o desgaste que isso geraria dentro da base governista.
Foi tanto que foi necessário retirar a PEC da pauta da sessão de quinta-feira para impedir um prejuízo maior para o governo.
O vaivém no tema fez com que o presidente Lula adotasse uma posição histórica em rede nacional. Na sabatina da TV Globo defendeu abertamente a redução da maioridade penal para 16 anos, em casos de crimes hediondos.
Camilo é líder do PT no Senado e um dos coordenadores da campanha de Lula. Sabia o que estava fazendo e tinha o aval do presidente para isso.
No dia anterior, esteve no Palácio do Alvorada com Lula e já adiantou ao presidente o que estava por vir: a reação da oposição , que buscava incluir a emenda de redução da maioridade na PEC.
O que ele não contava é que a ala petista contrária à proposta ia gritar alto e expor um racha interno na legenda. Nomes de peso do PT contrariaram Camilo e alertaram que a medida poderia ser um tiro no pé. A posição foi mantida, a emenda foi protocolada. Mas a votação ficou para depois.
Petistas respiraram aliviados no fim do dia, mas viram o maior líder do partido defender a redução da maioridade na televisão.
Lula deu vários recados: empoderou o coordenador de sua campanha, fez um aceno ao eleitor que clama por mudanças na segurança pública e tentou minar de vez as tentativas da oposição de dar um xeque-mate no PT no assunto que é o calcanhar de aquiles do governo.
A discussão, no entanto, está longe de acabar. O desgaste pode fazer a votação da PEC da Segurança ficar só para depois do segundo turno.
A campanha petista ainda tenta traçar a melhor estratégia sobre colocar ou não a PEC em discussão e se vale insistir num assunto sensível a poucos dias do segundo turno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.