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Órgãos envelhecem em ritmos diferentes e têm idades distintas, diz estudo

Galileu ·
Órgãos envelhecem em ritmos diferentes e têm idades distintas, diz estudo

Você fica mais velho a cada ano.

Mas isso não significa que todas as partes do seu corpo tenham a mesma idade.

Um novo estudo indica que órgãos humanos podem seguir trajetórias bastante diferentes ao longo da vida, e que essas diferenças podem ser identificadas por meio da arquitetura microscópica dos tecidos.

No futuro, a descoberta poderá ajudar a monitorar a saúde dos órgãos a partir de um simples exame de sangue.

A pesquisa, publicada nesta sexta-feira (14) na revista Nature Medicine, foi conduzida por cientistas do Centro de Pesquisa em Medicina Molecular (CeMM), da Academia Austríaca de Ciências, e do Instituto Ludwig Boltzmann de Medicina em Rede (LBI-NetMed), da Universidade de Viena.

O estudo combinou inteligência artificial com imagens histológicas de tecidos humanos para desenvolver os chamados “relógios teciduais”, capazes de estimar a idade biológica de diferentes órgãos.

Cada órgão tem seu próprio relógio Uma das principais descobertas foi justamente a diferença entre os ritmos de envelhecimento dos órgãos.

O processo não acontece de maneira uniforme em todo o organismo.

Pulmões, rins, pâncreas e glândulas adrenais (órgãos endócrinos que ficam acima de cada rim), por exemplo, apresentaram sinais de envelhecimento acelerado já entre os 20 e os 40 anos.

Outros tecidos seguiram trajetórias mais complexas, com períodos de envelhecimento acelerado aparecendo apenas mais tarde.

O útero apresentou uma mudança particularmente marcante por volta da idade da menopausa.

Os pesquisadores também encontraram associações entre o envelhecimento de determinados tecidos e condições médicas.

A insuficiência renal, por exemplo, esteve relacionada a sinais de envelhecimento acelerado em vários tecidos, enquanto a diabetes apresentou efeitos particularmente significativos no pâncreas.

“O que chama a atenção é como cada órgão envelhece de forma diferente e como isso se reflete na arquitetura dos tecidos”, disse Ernesto Abila, coautor principal do estudo, em comunicado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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