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Incentivo a data centers mira projetos de R$ 25 bi e 37 mil empregos

UOL Economia ·
Incentivo a data centers mira projetos de R$ 25 bi e 37 mil empregos

Um único data center de grande porte pode mobilizar cerca de R$ 25 bilhões em investimentos e gerar efeitos que se espalham por diferentes setores da economia brasileira. Um estudo da FGV Projetos estima que a implantação de uma unidade de 100 MW pode criar 37,2 mil empregos, considerando vagas diretas, indiretas e aquelas geradas pelo aumento do consumo das famílias.

O potencial do setor ganhou novo impulso com a aprovação pelo Senado, na terça-feira (1º), do PL (projeto de lei) que cria incentivos fiscais para a instalação e ampliação de centros de processamento de dados no Brasil. O texto, que prevê cinco anos de benefícios tributários e condições mais favoráveis para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, segue para sanção do presidente Lula.

Senado aprovou incentivos fiscais para estimular novos data centers no país. O projeto cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) e suspende tributos federais na compra de equipamentos usados na instalação, ampliação e modernização desses centros. O texto já havia passado pela Câmara e agora depende da sanção presidencial.

Benefícios podem ajudar a atrair empreendimentos que exigem investimentos bilionários. Estudo da FGV Projetos, encomendado pelas empresas Scala Data Centers e Norgás, estima que um data center de 100 MW preparado para inteligência artificial pode envolver aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos. São cerca de R$ 5 bilhões na infraestrutura física e outros R$ 20 bilhões em servidores, GPUs, sistemas de armazenamento e outros equipamentos computacionais.

Dos R$ 5 bilhões investidos pelo operador, cerca de R$ 3,6 bilhões ficam efetivamente na economia brasileira. A FGV desconta da conta os equipamentos importados e usa esse valor para calcular os impactos sobre produção, renda, empregos e PIB. Somados os efeitos diretos, indiretos e aqueles provocados pelo aumento do consumo das famílias, o estudo estima impacto de R$ 5,7 bilhões sobre a produção e de R$ 2,86 bilhões sobre o PIB.

Modelo da FGV aponta potencial de geração de 37,2 mil empregos. A implantação do data center cria cerca de 12,6 mil postos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva. O aumento da renda e do consumo dessas famílias pode induzir outros 24,6 mil empregos em setores como comércio, alimentação, transporte, saúde, educação e serviços, segundo a pesquisa.

Nem todos esses empregos permanecem depois que a obra termina. A maior parte das vagas diretas surge durante os 18 a 36 meses de implantação. Após a entrada em operação, a FGV estima que o empreendimento sustente cerca de 1.860 postos permanentes, incluindo trabalhadores da operação, manutenção e serviços de apoio.

Setor de tecnologia concentra 61,5% dos empregos diretos e indiretos estimados. A FGV usa como referência as atividades de desenvolvimento de sistemas e outros serviços de TI, que incluem processamento, hospedagem e infraestrutura digital. Outros postos aparecem em serviços administrativos, comércio, manutenção de equipamentos, atividades jurídicas, contabilidade e consultoria.

Renda do trabalho pode superar R$ 1 bilhão por empreendimento.

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