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A IA chegou. A escola continua no recreio!

Diário de Notícias ·

A UNESCO reuniu 21 textos sobre Inteligência Artificial e Educação.

Há ideias interessantes: o fim da avaliação como a conhecemos, agentes inteligentes, aprendizagem personalizada e cocriação entre humanos e máquinas.

Mas o conjunto hesita precisamente onde deveria romper.

Reconhece a disrupção e, logo depois, tenta acomodá-la na escola que já existe.

Não é assim que se trabalha com IA.

Assim é como discutir o automóvel pensando em melhores ferraduras.

Primeiro ponto: o professor.

O professor do futuro não será um transmissor de conteúdos.

Competir com uma máquina que sabe mais, responde mais depressa e está disponível permanentemente seria intelectualmente absurdo.

Também não será apenas um “facilitador”, essa palavra gira que permite mudar o nome sem mudar a função.

Terá de ser um fazedor de experiências, um curador da inteligência, um provocador das perguntas, um treinador de pensamento e um garante de exigência.

Menos proprietário da resposta (muito menos); mais responsável pela qualidade do raciocínio.

Talvez ensine menos matéria.

Terá, seguramente, de ensinar mais critério.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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