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Mélenchon acusa as autoridades de provocarem uma "crise de regime"

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Mélenchon acusa as autoridades de provocarem uma "crise de regime"

O candidato presidencial do partido França Insubmissa (esquerda radical), Jean-Luc Mélenchon, apontou o Governo como responsável por provocar uma "crise de regime" no país, devido aos distúrbios ocorridos hoje, que coincidiram com manifestações e mobilizações sociais.

Mélenchon respondeu, em concreto, ao primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que o criticou por atribuir a responsabilidade da violência aos comandos policiais.

"Comece por apontar claramente os responsáveis: ou seja, aqueles que saqueiam e destroem", declarou Lecornu nas redes sociais.

Na sua resposta, o candidato da esquerda radical acusou o primeiro-ministro de ter "brincado com o fogo", pois "ao apostar no desgaste, a única coisa que conseguiu foi unir toda a juventude e os sindicatos de trabalhadores".

Além disso, citou informações publicadas pela revista satírica 'Le Canard Enchaîné', que indiciam ordens emanadas do Governo para desencadear uma "repressão selvagem", nas palavras de Mélenchon, que "provocaram uma mobilização sem precedentes no país".

"Ao entrar numa polémica rasteira comigo, demonstra que não é um homem de Estado.

É apenas um subordinado que está a provocar uma crise de regime.

Será que não se apercebe do dano que está a causar? Não há nada melhor para fazer, neste momento, do que envolver-se nesta disputa mesquinha e dar lições de moral?", questionou Mélenchon.

O candidato presidencial exortou ainda os polícias a "refletir", argumentando que o Governo "semeou a desordem com as suas decisões absurdas e incompetentes".

"Ele abandonar-vos-á na primeira oportunidade", previu.

"A minha mensagem é clara: aqueles que partilham a nossa luta não têm nada a ver com saques e destruição", afirmou ainda, demarcando-se das pilhagens e de outros atos de violência e vandalismo.

Para a líder histórica da União Nacional (RN, extrema-direita) e também candidata presidencial, Marine Le Pen, "as legítimas reivindicações sociais foram, mais uma vez, sequestradas pela extrema-esquerda e pelos discursos dos deputados de Jean-Luc Mélenchon, que, ao legitimarem a violência (...), procuram mergulhar o país no caos".

O presidente do RN, Jordan Bardella, denunciou, por sua vez, "os profissionais do caos", e Éric Ciotti, aliado do partido de Le Pen, condenou o "fascismo vermelho" presente nas ruas.

A jornada nacional de protestos de hoje foi convocada pelos "coletes amarelos", movimento de contestação social que ganhou dimensão em França em 2018 e 2019, para contestar o custo de vida elevado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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