EUA exige que Israel puna colonos que atacaram fotojornalista
O embaixador dos Estados Unidos (EUA) em Israel, Mike Huckabee, exigiu hoje que as autoridades israelitas responsabilizem e detenham os colonos envolvidos num ataque que visou uma fotojornalista norte-americana.
"Atacar uma fotógrafa é um ato de terrorismo ignóbil perpetrado por cobardes mascarados", escreveu Huckabee na rede social X.
Heidi Levine, fotojornalista do The Washington Post, foi atacada na sexta-feira por colonos israelitas, quando fazia a cobertura da colheita da azeitona em Abu Falah, na Cisjordânia ocupada.
Na sexta-feira, a Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, na sigla em inglês) denunciou que a jornalista norte-americana sofreu "ferimentos moderados" e recebeu tratamento num hospital local devido a pancadas infligidas em várias partes do corpo.
Segundo a organização, os colonos roubaram-lhe ainda o passaporte, o telemóvel, a carteira e o equipamento profissional.
Num comunicado hoje divulgado, o presidente de Israel, Isaac Herzog, quis expressar o seu "profundo pesar" e pedir desculpas a Heidi Levine, que hoje foi operada à mão esquerda.
"Como Presidente do Estado de Israel, condeno veementemente esta violência indignante e chocante, tanto o terrível ataque de que foi vítima como outros graves incidentes de violência, tais como o ocorrido hoje em Taybeh", onde colonos agrediram um grupo de políticos e diplomatas de França, Bélgica e Polónia, afirmou Herzog no comunicado.
No mesmo texto, afirmou que "o comportamento desprezível dos autores" do ataque a Heidi Levine "não representa os cidadãos nem os valores do Estado de Israel" e acrescentou que as circunstâncias "estão a ser investigadas minuciosamente" para julgar os responsáveis.
Na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, colocou em dúvida as circunstâncias do ataque de colonos que feriu a fotojornalista norte-americana.
O ataque, que foi cometido por cerca de 50 colonos israelitas contra palestinianos que participavam na apanha da azeitona, provocou críticas de dirigentes da oposição israelita, que exigiram medidas contra os responsáveis e chegaram a classificá-los como "terroristas judeus".
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.
Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos e mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.