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A revista mais influente do mundo é estranhamente pouco convincente

Diário de Notícias ·

Quando uma das revistas financeiras mais populares do mundo, The Economist , ataca um dos economistas mais influentes do mundo, o golpe não é bem recebido.

Na sua última edição, o artigo da revista sobre o vencedor do Prémio Nobel da Economia de 2024, Daron Acemoğlu, professor de Economia no Massachusetts Institute of Technology (MIT), começou mal: “Deem-se algumas bebidas a um economista, (…) alguns deles arriscar-se-ão a revelar as suas verdadeiras opiniões sobre este gigante.’’ Lê-se como um artigo escrito sem critérios jornalísticos adequados e que não teve uma segunda leitura por parte de um editor.

Nas palavras de Acemoğlu, o artigo pareceu-lhe um “artigo de ataque.’’ “Não é identificado nenhum dos indivíduos a quem foram oferecidas bebidas para chegar a esta verdade.

Publicaria uma carta afirmando que, depois de algumas bebidas, a maioria das pessoas me diz que o vosso jornal já não vale a pena assinar?’’ escreveu numa carta à revista.

A revista criticou Acemoğlu pela sua posição sobre a Inteligência Artificial (IA), argumentando que as suas opiniões são pessimistas ao ponto de perderem credibilidade.

Parece também contestar a importância que atribui às instituições como salvaguardas da prosperidade partilhada.

Acemoğlu ridicularizou a escolha das pessoas citadas para criticarem o seu trabalho.

Uma delas foi o blogger Noah Smith.

“(…) Se isto é o melhor que conseguem fazer perante uma obra que se estende por 33 anos, então é a vossa crítica que é estranhamente pouco convincente.’’ escreveu.

Outra pessoa citada pela The Economist foi Larry Summers, o antigo secretário do Tesouro dos EUA, que anunciou a sua demissão do cargo de professor na Universidade de Harvard depois de vir a público a sua relação próxima com Jeffrey Epstein, o financeiro norte-americano e criminoso sexual condenado por traficar raparigas menores de idade.

Branko Milanović, um respeitado economista que leciona em universidades prestigiadas, classificou o artigo como “ridículo’’ e disse que Acemoğlu era um dos economistas “mais influentes’’ do período pós-Guerra Fria e que os seus contributos eram “fundamentais’’, mesmo que não se concordasse com tudo o que dizia.

Dois acontecimentos recentes também parecem não ter caído bem com a linha editorial da The Economist .

Acemoğlu e 16 laureados com o Nobel, juntamente com mais de 2000 outros economistas, assinaram em julho uma carta aberta de 88 palavras intitulada “ Temos de agir agora ”.

A carta apelava aos líderes governamentais e empresariais para colaborarem na criação de salvaguardas económicas, redes de Segurança Social e vias educativas, de modo a garantir que os benefícios da IA sejam partilhados e a evitar uma enorme perda de empregos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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