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Tudo na última semana de Agosto

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Tudo na última semana de Agosto

No dia 28 de Agosto, em Ceuta, numa reunião da Assembleia da Cidade Autónoma, o presidente Juan Jesús Vivas, com apoio de todos os partidos, não pode ter sido mais claro: “a cidade perdeu a sua forma de vida e a tranquilidade; no passado 30 de Julho, Ceuta deixou de ser o que era”.

Era, de resto, natural (para todos menos para quem nos informa e insiste em resistir ainda e sempre às evidências) que os cerca 84.000 habitantes de Ceuta se sentissem “abandonados no caos”, depois de uma invasão de 72.000 pessoas, com a tolerância ou a cumplicidade das autoridades marroquinas. E que, um mês depois de ofensiva, apesar dos profusos discursos e das amplas garantias do governo de Pedro Sánchez, os habitantes de Ceuta, baseados em convincentes “percepções”, continuassem a pedir o reforço das Forças de Segurança e a blindagem da fronteira, e a reportar violações, fogos-postos, agressões, assaltos, pilhagens e encerramentos de lojas.

Quando no Domingo, 30 de Agosto, até o El País titulou em primeira página “Ceuta, ciudad rota – El miedo, la sensación de abandono y la falta de soluciones asfixian una localidad al borde del estallido”, estava tudo dito.

Entretanto, Pedro Sánchez – cujo governo, afogado em escândalos de corrupção e tráfico de influências, se mostrava incapaz de repor a ordem em Ceuta, onde entre 5000 e 8000 imigrantes ilegais tornavam a vida impossível aos residentes – refugiava-se no silêncio e na ausência. Temia, sobretudo, o “avanço da temível extrema direita”, ou, por outras palavras, uma eleição perdida.

Também no passado 28 de Agosto, na Alemanha, o Forschungsgruppe Wahlen, um instituto de pesquisa eleitoral, previa a vitória do partido nacional-popular Alternativa para a Alemanha (AFD) nas próximas eleições da Saxónia-Anhalt, com 42% dos votos (contra 23% para os Democratas Cristãos, 11% para a Esquerda, 8% para os Sociais Democratas, e 6% para os Verdes). A ser assim, Ulrich Siegmund, o líder do partido na região que foi capa do semanário Der Spiegel de 14 de Agosto sob a legenda “o homem mais perigoso da Alemanha” poderá ganhar e governar aquele Estado alemão. O número da revista foi um dos mais vendidos, com exemplares autografados pelo líder radical à venda, na Internet, por mais de mil Euros.

No dia anterior, 27 de Agosto, em França, no estádio Roland-Garros, num debate promovido pelo Mouvement des Entreprises de France entre sete candidatos às presidenciais francesas da Primavera de 2027, Marine Le Pen saía-se bem nas questões económicas. Marine continua à frente nas sondagens (36%); e se o seu adversário for Mélanchon, poderá ganhar por uma margem considerável. A esquerda francesa prevê cataclismos sem nome e sem fim, se assim for e conta “tomar medidas” para que assim não seja.

Também na última semana de Agosto, em Bruxelas, a dupla capital do reino dos belgas e da União Europeia, voltou a haver tiroteios entre gangues de narcotraficantes cujas nacionalidades ou origens étnicas são conhecidas mas não reconhecidas ou mencionadas, por uma questão de inclusão e para “não dar pasto” à “extrema direita”. A situação é tão grave que o governo belga teve de requisitar as Forças Armadas para a tentar controlar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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