PS considera suspensão de trotinetes em Lisboa como falhanço de Moedas
O s vereadores do PS na Câmara de Lisboa consideraram hoje que a suspensão das trotinetes partilhadas representa o reconhecimento do falhanço da política de regulação e fiscalização do presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD).
"Em janeiro de 2023, Carlos Moedas assinou um acordo com os operadores de mobilidade suave para acabar com o estacionamento abusivo, limitar a velocidade e controlar o número de trotinetes em circulação. Na ocasião, garantiu que se tratava de um acordo sólido e que permite resolver o problema e permite resolver o problema e que estava a elaborar um Regulamento de Mobilidade Suave Partilhada, que ainda não se conhece", referem.
Os vereadores socialistas salientam ainda que, há cerca de um ano, o município voltou a reforçar as regras de circulação e estacionamento e integrou as trotinetes no passe Navegante, oferecendo 200 minutos gratuitos por mês aos residentes em Lisboa.
O PS ressalva que a suspensão não deve afastar a responsabilidade política pela gestão do sistema desde o primeiro mandato de Carlos Moedas.
"A suspensão agora anunciada não pode servir para apagar a responsabilidade de quem, ainda no seu primeiro mandato, garantiu que tinha encontrado solução. É o reconhecimento de que a sua governação falhou", apontam os autarcas socialistas, defendendo a necessidade de "um reforço e investimento sério e urgente" na rede de bicicletas partilhadas Gira.
Os vereadores socialistas referem ainda que tiveram conhecimento de que a proposta de suspensão das trotinetes será submetida à reunião da Câmara Municipal de Lisboa da próxima quarta-feira através da comunicação social, aguardando conhecer o conteúdo e fundamentação antes de se pronunciar sobre a medida concreta.
O autarca afirmou que o município recolhe mais de mil trotinetes por mês devido ao estacionamento irregular e que o número de remoções aumentou 40% entre 2024 e 2026.
A entrega das assinaturas na Assembleia Municipal de Lisboa está prevista para segunda-feira.
A recolha de assinaturas arrancou no início de agosto junto dos sócios do ACP e foi posteriormente alargada às ruas da cidade, com pontos de recolha em diferentes locais de Lisboa.
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