PSD diz que espaço aéreo para fins militares e formativos é incompatível
O PSD explicou hoje que a exclusão de Beja para acolher uma escola de pilotos prende-se com a incompatibilidade entre a utilização do espaço aéreo para uso militar e formativo, criticando a posição da Cimbal.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afirmou que a Base Aérea n.º11, em Beja, é "a maior base" da Força Aérea Portuguesa, acolhendo "as principais esquadras de aeronaves e helicópteros, além de simuladores" que asseguram a formação de "pilotos KC390 e brevemente também Super Tucano, oriundos de muitos países".
"A utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela Força Aérea não é compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics", reforçou.
De acordo com o parlamentar, "a instalação desta escola de pilotos em Beja implicaria o encerramento da base da Força Aérea" o que, no seu ponto de vista, seria "inaceitável" e "fortemente lesivo do interesse nacional e local".
"Ao contrário do que sucede com o Aeródromo Militar de Beja, o Aeródromo Militar de Tancos é uma infraestrutura do Exército que está subaproveitada, necessita de fortes investimentos que serão assegurados pela Lufthansa e tem ampla disponibilidade de espaço aéreo", referiu.
Gonçalo Valente recordou, ainda, que Beja foi "escolhida para a instalação de uma unidade de produção de aeronaves militares A29 Super Tucano" que criará "postos de trabalho altamente qualificados e melhor remunerados" que se traduzirão num "forte fator de dinamização económica, coesão e fixação de pessoas e outras empresas na região".
"Se a aposta na formação civil de pilotos, assente em critérios de lógica e racionalidade, recaiu em Tancos, a aposta de industrialização e reforço do cluster aeronáutico, disputada por muitos outros distritos recaiu em Beja, com grande vantagem para ambas as regiões e perspetiva de desenvolvimento integrado do país", garantiu.
Na mesma nota de imprensa, o deputado do PSD acusou a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) de ser "completamente alarmista e servilista" ao tomar uma posição de "profunda irresponsabilidade e falta de noção" perante o assunto.
"Se [a CIMBAL] tivesse procurado conhecer as razões que levaram Tancos a receber a escola de pilotos e não Beja, entre outras opções, não tinha feito a figura que fez", criticou.
Segundo Gonçalo Valente, a comunidade intermunicipal "deveria servir os interesses do território e não se comportar como um braço armado do PS" e deixar de colocar os "interesses partidários à frente da região".
Afirmando, também, que tem sido devido a esta postura de oposição que o Baixo Alentejo nunca foi "respeitado enquanto território pelo poder central".
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