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Moção de censura? "Não aconteceu nada de extraordinário que justifique"

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Moção de censura? "Não aconteceu nada de extraordinário que justifique"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, asseverou, esta quinta-feira, encarar a moção de censura apresentada pelo Chega contra o seu Executivo "com muita tranquilidade", uma vez que, na sua ótica, "não aconteceu nada de extraordinário que justifique a interrupção do trabalho do Governo".

"O Governo governa porque foi escolhido pelo povo. O quadro desta legislatura é um trabalho de quatro anos e meio, que termina no final do verão de 2029. Estamos a cumprir o programa do Governo, que a própria Assembleia da República (AR) viabilizou. Portanto, não há nenhuma razão, creio eu, para interromper este caminho de respeito pela vontade popular. Aquilo que me parece é que a AR, como um todo, dará condições ao Governo para continuar a executar o seu programa. Se assim não fosse, isso significaria que há, por parte de um dos órgãos de soberania, um contexto de divergência com o sentido das pessoas", apontou, em declarações à imprensa.

O chefe do Executivo foi mais longe, tendo assinalado que "as pessoas podem não gostar nem concordar com tudo aquilo que o Governo faz, mas querem que o Governo governe, que resolva problemas". Além disso, "não aconteceu nada de extraordinário que justifique a interrupção do trabalho do Governo".

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