Esta mulher tentou matar um milionário no Mónaco. Dias depois foi encontrada morta
Quando a explosão aconteceu, a mente de Vadym Yermolaiev ficou em branco. Por uma fração de segundo, pensou que as suas chaves eletrónicas poderiam ter explodido na mão. Mas depois viu a sua companheira estendida nos degraus, ferida. O seu filho de 13 anos a acenar com os braços ensanguentados. O pânico apoderou-se dele.
Na segunda-feira, 29 de junho, uma bomba explodiu à porta do luxuoso apartamento de Yermolaiev no Mónaco, ferindo gravemente o milionário ucraniano e chocando os moradores da rica cidade-Estado.
O suspeito, inicialmente descrito pelos investigadores como um "homem" com um "chapéu preto de pescador", desapareceu. Três dias depois, a pessoa que as autoridades de vários países dizem agora ser o autor do ataque foi revelada como sendo Anastasiia Berezovska – uma ucraniana com uma grande tatuagem de uma cobra no braço.
Não tinha antecedentes criminais, nenhuma ligação conhecida com Yermolaiev e nenhum motivo óbvio. Uma semana depois de as autoridades terem afirmado que tinha colocado a bomba, a mãe solteira de 39 anos foi encontrada morta, enterrada numa cova rasa numa floresta perto de Kiev.
Ao refazer os passos de Berezovska, encontrar testemunhas e ouvir o testemunho de um dos homens acusados de a matar, a CNN descobriu uma história de violência, reviravoltas estranhas e perguntas sem resposta.
A maior delas – porque é que alguém o quereria matar – é uma pergunta que Yermolaiev se faz há semanas. Na sua primeira entrevista pessoal desde o ataque, poucos dias depois de ter tido alta do hospital após múltiplas cirurgias, Yermolaiev diz à CNN que tem dificuldades em apontar o dedo a alguém.
“Nunca tive inimigos. Não sou uma pessoa de confrontos. Tentei sempre evitar conflitos diretos. Não percebo o motivo”, refere.
Fontes próximas da investigação ucraniana revelam à CNN que Berezovska era provavelmente uma mera figura motivada pelo dinheiro – embora se tenham recusado a especular sobre quem poderia ter sido o mentor intelectual por detrás da trama.
No entanto, tudo indica que a mulher planeou o ataque meticulosamente, conseguindo fugir através de várias fronteiras para a Ucrânia antes mesmo de as autoridades se aperceberem que estavam à procura de alguém do sexo feminino.
Antes do atentado, Berezovska vivia como refugiada em Hofheim, uma pequena cidade perto de Frankfurt, na Alemanha. Divorciada do primeiro marido, separada do segundo e com um filho de sete anos, parecia ter dificuldades financeiras. Os documentos judiciais mostram que, em 2022, por altura da sua partida para a Alemanha, processou o segundo marido – um homem 30 anos mais velho – por pensão de alimentos.
Para além de uma briga de bêbedos na Ucrânia, alguns anos antes, que não resultou em acusações, não era conhecida pelas autoridades.
De acordo com relatos dos meios de comunicação ucranianos, a mulher enviou o filho para a Ucrânia algumas semanas antes de viajar para o Mónaco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.