Nome de Nuno Reis para gerir megaestrutura do SNS divide PSD e administrações de Unidades Locais de Saúde
"Afinal, que futuro quer o Governo para o SNS?”.
Esta foi a questão mais referida ao DN por fontes da Saúde e da área política ligadas ao PSD quando confrontadas com o anúncio de que a reforma do Estado estava a chegar à Saúde com a fusão de quatro grandes instituições e que um dos nomes para dirigir a megaestrutura, que poderá reunir a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) era o ex-deputado do PSD e atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis.
“O Governo quer um CEO com visão estratégica para o futuro do SNS ou quer continuar com experimentalismos?”, afirmam ao DN, argumentando: “A gestão de uma megaestrutura como esta, se for mesmo assim que avança a reforma do Estado, necessita de pessoas com muita experiência”.
Aliás, explicam, que o nome avançado para a liderança deste organismo através de uma notícia do jornal Público, suscitou de imediato “estranheza” e “receio”, sobretudo “pela falta de experiência da pessoa em causa na gestão do SNS”.
O nome de Nuno Reis - que o DN contactou para confirmar se foi convidado para o cargo e se já tomou uma decisão, sem, no entanto, ter conseguido obter qualquer resposta - apanhou também de surpresa alguns conselhos de administração já nomeados pela ministra Ana Paula Martins.
As mesmas fontes ligadas ao partido do Governo reforçam que “gerir uma Misericórdia não é o mesmo que gerir o SNS”, assumindo “não perceberem qual a estratégia e agenda política para a Saúde”.
De acordo com o que foi dito ao DN, Nuno Reis terá sido abordado pela própria ministra ainda no verão sobre a sua disponibilidade para o cargo, tendo-lhe sido dado um tempo, final de setembro, para tomar uma decisão.
O DN contactou fonte do gabinete da ministra que garantiu que “não houve convites a ninguém porque não há um modelo finalizado”.
Mas fontes do PSD garantem que “Nuno Reis foi convidado e continua a ser pressionado por pessoas fortes do partido para que aceite”.
No entanto, também foi garantido ao DN por outras fontes da Saúde que o próprio Nuno Reis, “desde o início que se inclina para não aceitar o convite da ministra”, e que até já o terá feito no prazo que lhe deram”, mas tal não é confirmado pela tutela que insiste em não ter feito convites.
O anúncio deste nome terá sido a gota de água para que fontes da saúde e do partido do Governo estejam a considerar ser preciso questionar “para onde quer o Governo levar o SNS?”, até porque esta megafusão envolve organismos que atualmente têm competências na gestão dos cuidados (DE) e no financiamento, contratações e investimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.