“O Sul Global é a consciência da possibilidade de criar alternativas ao Norte avançado”
L lá Como olha para a competição entre os Estados Unidos e a China? Os Estados Unidos são ainda claramente o país mais poderoso do mundo ou a China já se aproxima? Essa pergunta permite-me colocar um ponto pelo qual me venho debatendo.
Não olho para a rivalidade entre os Estados Unidos e a China nem como uma disputa pela hegemonia nem como uma negociação para a divisão do mundo.
Não concordo com essa visão em termos de ordens: seja uma ordem bipolar, com o poder mundial dividido entre os Estados Unidos e a China, seja uma ordem unipolar, em que a China, a certa altura, substituiria os Estados Unidos.
O que vejo no mundo é o seguinte: um Hegemon muito poderoso, como talvez nunca se viu, comparável ao Império Romano, está a cair.
E a queda de um Hegemon não é um processo linear nem simples.
O poder de um Hegemon desta força é multidimensional e, consequentemente, a sua queda também o será.
Embora haja uma tendência decrescente, vamos ter configurações mais favoráveis e menos favoráveis a oscilar em torno dela.
Todos os outros Estados, incluindo a China, estão a procurar espaços para satisfazer os seus interesses nesse contexto de queda.
Não há uma rivalidade explícita de substituição.
É um processo de queda.
Uma queda que pode demorar muito tempo e que, nalgumas áreas, pode não ser muito visível e, noutras, ser mais acelerada? Exatamente.
Vai haver áreas tranquilas, mais acomodadas, que de repente, tempos depois, passam a ser de conflito, porque os Estados Unidos, goste-se ou não, estão praticamente em toda a parte.
E não é só a presença física das bases militares espalhadas por todo o lado, nem do capital.
É a presença indireta nos sistemas que regem as transações internacionais do planeta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.