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Está a barbárie a tomar conta das democracias?

Diário de Notícias ·

Nos EUA está marcada para 3 de dezembro a execução de um homem condenado à morte.

Infelizmente, isto não seria assim tão raro ou estranho num país onde a pena capital ainda existe na maioria dos estados, apesar de, como afirmou o papa Leão XIV no Dia Mundial contra a Pena de Morte, estar a pôr em causa a inviolabilidade e a dignidade da pessoa humana.

Mas esse não é o assunto deste artigo.

É que a execução de Nidal Hasan será levada a cabo por um pelotão de fuzilamento (a primeira vez que este método é utilizado desde a Segunda Guerra Mundial) e esteve previsto que fosse transmitida em streaming em direto.

Nidal Hasan é um major do Exército Americano que matou 13 pessoas e feriu outras 32 em 2009.

Um crime hediondo e cruel.

Mas uma execução pública, da forma que chegou a ser equacionada, é um ato de barbárie, próprio de regimes totalitários, tirânicos e impiedosos.

O Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou a transmissão pública da execução como uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante.

O Arcebispo dos Serviços Militares dos EUA determinou que os soldados católicos devem solicitar dispensa, caso fossem escalados para o pelotão de fuzilamento, por este ser contrário aos ensinamentos da Igreja.

Estas ações são típicas de organizações terroristas como o ISIS (Estado Islâmico), mas nunca se pensou ser possível que acontecessem numa democracia.

A sugestão veio do inenarrável Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, um extremista impreparado suspeito de ordenar a prática de crimes de guerra.

Donald Trump aprovou a sugestão e apenas num momento posterior recuou nessa decisão.

Mas só o facto de a ter aprovado inicialmente qualifica-o.

J.D.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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