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Mil e quinhentas pessoas.

Todos os dias.

É este o número de trabalhadores que, no Reino Unido, deixam o emprego para cuidar de alguém: 1,1 milhões em apenas dois anos.

Um em cada cinco trabalhadores britânicos concilia o emprego com cuidados não remunerados, e quase dois terços dizem que isso já lhes prejudicou a carreira.

E em Portugal? Não sabemos.

E esse é o primeiro problema.

Continuamos a legislar às cegas, sem dados sobre quem cuida, enquanto empurramos para fora do mercado de trabalho pessoas qualificadas, experientes e produtivas.

Um país que não se pode dar ao luxo de perder ninguém dá-se ao luxo de perder os seus cuidadores.

E fá-lo com incoerências que roçam o absurdo.

Dois trabalhadores, lado a lado: o funcionário público tem 15 dias remunerados por ano para prestar assistência à família; o trabalhador com contrato individual, pelos mesmos 15 dias, perde o salário.

A mesma dor, direitos diferentes.

Portugal sonha com megainvestimentos tecnológicos, mas vai destruindo o pilar silencioso que sustenta os cuidados de longa duração.

Sem os cuidadores informais, o SNS não aguentava uma semana.

O Estatuto do Cuidador Informal trouxe flexibilidade e teletrabalho, mas o que protege os trabalhadores por turnos ou quem trabalha ao balcão? Celebrou-se este mês o Dia Europeu do Cuidador Informal, com a Europa defender uma licença remunerada para cuidadores e trabalho flexível.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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