UE tem de acelerar serviços públicos digitais para cumprir meta de 2030
O documento, elaborado pela Capgemini, em parceria com a Sogeti e a IDC, revela que os serviços públicos digitais para cidadãos obtêm uma pontuação de 84,6 pontos em 100, enquanto os destinados às empresas atingem 88,6 pontos, mantendo-se uma diferença que, embora esteja a diminuir, é particularmente visível nas áreas da saúde e da justiça.
Para atingir a meta da Década Digital da UE até 2030, os Estados-membros ainda precisam de melhorar 270 serviços destinados a cidadãos e empresas, segundo o relatório, que avaliou 96 serviços públicos associados a nove eventos de vida (momentos importantes na vida das pessoas que implicam uma interação com a administração pública) e analisou mais de 14.000 'websites' governamentais.
A adaptação dos serviços públicos aos dispositivos móveis também registou uma melhoria, com uma pontuação de 97,4 pontos em 100, contra 96,1 no ano anterior.
O estudo identifica, contudo, lacunas nos serviços transfronteiriços, estimando que cerca de 610 precisam de ser melhorados para atingir a totalidade da meta.
Entre os obstáculos estão a interoperabilidade da identificação digital e da validação de documentos, a disponibilização dos serviços em várias línguas e a colaboração entre instituições.
A Inteligência Artificial (IA) é igualmente apontada como uma área com margem de melhoria.
Apesar da introdução de 'chatbots' baseados em IA por vários governos, o número global destes sistemas estabilizou e a sua maturidade é frequentemente baixa, segundo o relatório.
A soberania digital surge como outro desafio para a UE, uma vez que mais de um terço dos 'websites' governamentais está alojado em servidores controlados por operadores cuja propriedade beneficiária final está fora da UE.
O relatório recomenda, por isso, que os Estados-membros considerem investimentos no alojamento de serviços em servidores de fornecedores europeus, incluindo através de potenciais Consórcios Europeus para as Infraestruturas Digitais (EDIC).
Todos os 27 Estados-membros participaram no exercício de monitorização, realizado mediante uma rede europeia de 'Mystery Shoppers' que avaliou os serviços públicos digitais em novembro de 2025.
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