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Quanto custa viver em Portugal?

Diário de Notícias ·

Há números económicos que se discutem em gráficos, relatórios e debates parlamentares.

E depois há aqueles que os portugueses conhecem sem precisar de consultar qualquer estatística.

Basta chegar ao supermercado, pagar a renda ou a prestação da casa, abastecer o carro ou abrir uma fatura ao final do mês.

É aí que se mede verdadeiramente o custo de vida.

Em agosto, a inflação voltou a acelerar para 3,3%.

Os produtos energéticos registaram uma subida homóloga de 12,2% e os alimentos não transformados de 3,4%.

E há uma diferença que importa recordar: quando dizemos que a inflação desacelera, isso não significa necessariamente que os preços baixaram.

Significa apenas que podem estar a subir mais devagar.

É precisamente essa acumulação que as famílias sentem.

O cabaz alimentar monitorizado pela Deco, composto por 63 bens essenciais, custava no final de agosto 252,62 euros, mais 10,79 euros do que no início do ano e mais 11,45 euros do que um ano antes.

A habitação continua a absorver uma parte significativa dos rendimentos e as rendas poderão ter nova atualização em 2027, tendo o coeficiente de referência ficado nos 2,56%.

Depois vêm os combustíveis.

E aqui o problema não fica na bomba.

Quando o gasóleo aumenta, aumenta o custo de transportar alimentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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