Manifestantes gritam no Rossio: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira"
0" class="w-full" :src="`https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/${images[activeSlide]['media_source'].replace('.jpg', '.webp')}`" alt="Manifestantes gritam no Rossio: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira"" width="1920" height="540" /> 7 Fotos
O s cânticos no protesto "Acampada pela habitação", hoje à noite em Lisboa, eram contra o Governo e outras autoridades, com os manifestantes a repetirem frases como "Daqui não saio, daqui ninguém me tira".
Outras das frases mais repetidas no local do protesto, em pleno Rossio, tinha como principal visado o primeiro-ministro: "Montenegro presta atenção, a tua casa vai virar ocupação".
Horas depois do início da ação, que foi pelas 17h00, mantinham-se dezenas de tendas no local, apesar de menos manifestantes do que a meio da tarde.
No entanto, o eco dos protestos era igual pouco antes das 22h00, com vários manifestantes a expressarem a promessa de continuar, como constatou a Lusa no local.
Os manifestantes gritaram "daqui não saio, daqui ninguém me tira", mesmo tendo ouvido que haveria indicação, por parte da Câmara Municipal, de que não poderiam prolongar o protesto pela madrugada.
Junto a uma das dezenas de tendas montadas no Rossio viu-se uma tocha a arder, o que levou um dos participantes a pegar num altifalante para pedir "calma, muita calma com as tochas".
"Não queremos que as nossas tendas fiquem incendiadas", gritou, repetindo apelos à calma, e a chama da tocha, antes visível, apagou-se.
Voltaram os gritos de "Montenegro presta atenção, a tua casa vai virar ocupação", numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que esteve quase sempre no centro das críticas.
"Eles têm o poder mas nós somos o povo", lia-se num dos cartazes espalhados pela praça na baixa lisboeta, onde se repetiam as reivindicações do direito a habitação e trabalho.
O acampamento, segundo panfletos da organização do protesto distribuídos no local, é para reivindicar a reversão da lei do arrendamento, o fim da aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários, a aplicação de um teto às rendas, o aumento da habitação pública, o fim dos despejos de pessoas sem alternativa de habitação e por uma iniciativa pública de recuperação de imóveis devolutos.
Aos gritos "abaixo a especulação", "queremos casa e trabalho", milhares de pessoas permaneciam no Rossio no protesto conhecido como "acampada pela habitação". Manifestantes criticam políticas do Governo e preços da habitação.
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