sábado, 29 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

AMI prolonga por dois meses missão de apoio na Venezuela

Observador ·
AMI prolonga por dois meses missão de apoio na Venezuela

A Assistência Médica Internacional (AMI) vai prolongar por dois meses a ajuda psicológica à população de La Guaira, a região da Venezuela mais afetada pelo duplo sismo de 24 de junho, avançou este sábado à Lusa o coordenador da missão.

“Considerando os números de atendimentos e também uma questão de responsabilidade e sustentabilidade do nosso atendimento foi aprovado internamente que vamos ficar mais dois meses neste caso, até 31 de outubro aqui na Venezuela”, disse Daniel Viegas Rocha.

À Lusa, o coordenador da missão da AMI relatou que apesar de já terem passado mais de dois meses do duplo sismo e de a tragédia estar agora cada vez mais longe da atenção dos ‘media’, o drama continua no dia a dia das pessoas, muitas delas a sentir-se desamparadas.

Explicou ainda que logo após o duplo sismo, a AMI enviou uma missão para a Venezuela, que iniciou de imediato uma fase exploratória e trabalhos de assistência psicológica às vítimas do terramoto.

Inicialmente, a missão, suportada integralmente pelo orçamento da organização, tinha como data prevista de atuação até ao final de agosto.

“Estamos quase a chegar às 1.500 intervenções, atendimentos, na parte de saúde psicológica, mais de saúde psicológica comunitária. Trabalhamos o trauma como uma problemática conjunta, porque estamos a falar de comunidades que passaram pelo mesmo trauma”, disse.

Daniel Viegas Rocha afirmou também que a responsabilidade de continuar no terreno tem a ver com o facto de o atendimento na área de saúde psicológica não ser o mesmo que dar ‘kits’ de bens materiais, o que dificulta avançar de imediato com uma data.

“Poderia dizer que ficávamos até ao dia 31 e dar um kit X de diálogo, mas quando a equipa de psicólogos está a fazer um acompanhamento contínuo nas comunidades de La Guaira, temos um vínculo com a comunidade que se traduz em confiança”, disse, precisando que quando a AMI chegou ao terreno “não foi tão fácil estar junto das comunidades como é agora”.

Portanto, prosseguiu, trata-se também de uma questão de “sustentabilidade e de responsabilidade” de “as comunidades saberem quando vamos sair e haver uma metodologia, uma estratégia de saída”.

“Ou seja, não [podemos] simplesmente dizer que na semana que vem vamos embora, as pessoas devem estar preparadas e capacitadas”, afirmou.

O coordenador referiu igualmente que a AMI está também a fazer workshops, para a capacitação da própria comunidade e para identificação de atores da comunidade que não foram tão afetados pelo que aconteceu, para que possam igualmente ajudar quem mais necessita dentro da própria comunidade.

Questionado sobre se o facto de ser português tem facilitado o trabalho da missão local da AMI, Daniel Viegas Rocha respondeu que sim.

“Sinto que a divulgação do nosso trabalho, enquanto uma organização portuguesa com equipa portuguesa, mas que trabalha com psicólogos venezuelanos que falam português, que isso tem sido uma grande ajuda”, frisou.

Como exemplo, contou que no passado sábado um lusodescendente esteve em Naiguatá (La Guaira) à procura da AMI, porque a família em Portugal lhe tinha dito que a organização estava a apoiar a população local.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Este assunto em outros veículos

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›