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Oposição quer divulgado acordo petrolífero com EUA

Observador ·
Oposição quer divulgado acordo petrolífero com EUA

O partido da oposição da Venezuela União e Mudança defendeu este sábado que o acordo petrolífero com os Estados Unidos deve ser tornado público, criticando a gestão pública do setor desde 2023.

“Este acordo é um contrato de interesse nacional e, como tal, deve ser considerado e tratado de acordo com a nossa Constituição nacional”, indicou a formação política num comunicado publicado na rede social X, defendendo a divulgação pública do âmbito, dos termos e das condições do acordo petrolífero com os Estados Unidos.

Além disso, afirmou que a política petrolífera que tem defendido tem sido clara ao favorecer a exploração das vastas reservas petrolíferas da Venezuela, a atração de capitais nacionais e internacionais, um regime fiscal que não sacrifique as receitas e, ao mesmo tempo, estimule a extração de hidrocarbonetos e a manutenção da propriedade do petróleo para os venezuelanos.

“A partir de 2003, a indústria petrolífera venezuelana e, em especial, a PDVSA [empresa petrolífera venezuelana] foram alvo de um processo destrutivo que se traduziu numa queda vertiginosa da produção e das exportações e num aumento sem precedentes do endividamento, num contexto de corrupção galopante e má gestão da indústria”, acrescentou.

Para a oposição venezuelana, o regresso à democracia do país sul-americano passa pela reconstrução das instituições, entre as quais a petrolífera estatal.

As declarações do partido União e Mudança surgem depois de a Presidente interina da Venezuela ter confirmado, na sexta-feira, a assinatura de um acordo petrolífero com os Estados Unidos, que descreveu como histórico, e agradecido “de forma calorosa” ao líder norte-americano Donald Trump.

“A Venezuela anuncia um acordo histórico com o Governo dos Estados Unidos, que terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação”, disse Delcy Rodríguez, quase nove meses depois da captura do então Presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano, numa operação militar em Caracas.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, na sexta-feira, a Presidente interina revelou que o acordo permitirá “um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados”.

O protocolo prevê “o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo”, sublinhou Rodríguez.

A dirigente acrescentou que prevê “um investimento de mais de 100 mil milhões de dólares [86 mil milhões de euros] e mais de 209 mil milhões de dólares [180 mil milhões de euros] em receitas fiscais para o Estado”.

A líder expressou “profunda gratidão” a Donald Trump, e ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, pela “sua disponibilidade para desenvolver” uma aliança que descreveu como “um marco histórico nas relações bilaterais”.

Rodríguez afirmou que o acordo foi assinado graças ao “fortalecimento das relações” entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após um hiato de sete anos.

O protocolo facilitará um “fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento” da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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