A.Viseu x FC Porto. "45 minutos de uma eficácia brutal"
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À quarta jornada do campeonato e quase 38 anos depois, o Académico de Viseu voltou a receber um grande do futebol nacional na sua casa, no Estádio Municipal do Fontele. Calhou o Futebol Clube do Porto, campeão nacional e título, e algum azar para os viseenses, porque apanharam um dos Futebol Clubes do Porto mais sólidos dos últimos anos. Depois de ter sido campeão ano passado com Farioli, está a manter o registro invicto de baliza quase sempre a zeros e hoje aqui a fazer mais um gol do que fez nos últimos três jogos, a chegar a três logo na primeira parte. Sem hipóteses para a equipe do Bruno Pinheiro, que foi logo chacinada nos primeiros minutos.
Sim. A começar pela nota do registro, são 38 jogos de Farioli a serviço do Futebol Clube do Porto e 25 jogos em que não sofreu. E este é mais um quarto seguido no campeonato, e isto diz alguma coisa. Mas mais do que a questão de defender a baliza e de não conceder grandes oportunidades, é a forma como o Futebol Clube do Porto entra bem no jogo e tentando ser o mais claro possível, são 45 minutos de uma eficácia brutal. A equipe primeiro nem cria assim muitas oportunidades.
Parecia que o jogo só tinha 15 minutos e que havia 15 minutos para resolver o jogo. De alguma forma, foi essa a entrada do Futebol Clube do Porto.
Completamente. E de facto, o Futebol Clube do Porto foi a todos os níveis muito mais agressivo, muito mais objetivo. Usamos até a palavra multifacetado e foi, porque encontrava diferentes tipos de solução.
Pela esquerda, pela direita, bola longa, circulação rápida, transição rápida no momento da recuperação de bola. E a equipe foi sempre muito letal, muito cirúrgica e de facto, perante um adversário que na primeira parte foi muito pouco agressivo, muito pouco capaz, e não conseguiu incomodar a formação de Farioli, que eu acho que está de parabéns, principalmente pelos primeiros 45 minutos que faz. Na segunda parte, é uma segunda parte de gestão. Claro que o Académico também cresceu um bocadinho no jogo, mas honestamente, cresce também porque do outro lado há uma equipe que baixa a intensidade, baixa o nível.
Nós tínhamos ficado com a impressão de que no final o Académico até poderia ter esboçado uma reação, não para recuperar qualquer espécie de ponto, mas para marcar um ponto de honra. Farioli concordou com isso, disse que a equipe se desconcentrou um pouco, concedeu um pouco, mas realmente só concedeu mesmo nesses últimos cinco minutos. Até ver, Diogo Costa, mais uma vez espetador. Santo, dizem que é santo, Diogo Costa, e realmente é santo, está em paz.
É, de facto, um jogo calmo para o Diogo Costa, tem ali uma intervenção, mas é isto. E depois quando é chamado, o Diogo Costa raramente compromete. Portanto, é tudo uma base sólida e de grande tranquilidade que o Futebol Clube do Porto vai assentando o seu jogo. E a verdade é que hoje foi uma equipe extremamente dinâmica, extremamente capaz.
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