Dezenas de migrantes que entraram em Ceuta conseguiram chegar à Europa continental
Dezenas de migrantes da invasão em massa a Ceuta conseguiram chegar ao continente espanhol, noticia o jornal ABC .
A publicação, que cita fontes policiais, dá conta que as forças de segurança detetaram “barcos-táxi” a transportar migrantes para as praias da região de Campo de Gibraltar.
O ABC dá conta que várias organizações criminosas estão a lucrar com este transporte em “barcos-táxi” ou em motas de água.
Estima-se que cerca de 72 mil migrantes fizeram a travessia para Ceuta no final de julho.
Apesar de a maioria ter regressado a Marrocos, as primeiras horas, ainda antes da confusão, terão sido determinantes para alcançar o principal objetivo de chegar a Espanha continental.
As autoridades estão a investigar se as embarcações – algumas roubadas – partem de águas próximas de Ceuta. Há também registos de saídas do porto de Castillejos.
O ABC fala em mais de uma dezena de embarcações a chegar a Algeciras nos últimos dias. Tarifa, Sotogrande e Puente Mayorga são as zonas com mais desembarques.
A maioria dos que conseguiram chegar a território continental espanhol são marroquinos, embora também haja migrantes vindos da África subsariana. Uma vez intercetados, acabam no Centro de Detenção de Estrangeiros em Algeciras - com capacidade para 500 detidos, mas atualmente com 70 reclusos, com 7 a 10 polícias de serviço, o que tem originado queixas dos sindicatos.
Há também casos que acabam em liberdade, sobrevivendo com trabalhos precários em Múrcia ou Almería.
A crise migratória em Ceuta começa a ter consequências também na área da saúde. São já pelo menos 30 os soldados afetados por um surto de sarna.
À imprensa espanhola, o ministério da Defesa confirma a existência de cerca de uma dezena de casos, embora esclareça que os casos não estão necessariamente relacionados com a crise migratória.
As organizações do setor consideram essencial que se saiba o número exato de infeções, bem como se há vínculo epidemiológico entre as infeções e a invasão em massa de Ceuta.
Já fontes do serviço de Medicina Preventiva e Saúde Pública do Hospital Universitário de Ceuta afirmam "não ter registo" do surto de sarna reportado pelos militares.
O serviço confirma cerca de cinco casos detetados há dias entre migrantes chegados a Ceuta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.