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Irão. Duas mulheres condenadas à morte por ligações aos protestos antigovernamentais de janeiro

RTP Notícias ·
Irão. Duas mulheres condenadas à morte por ligações aos protestos antigovernamentais de janeiro

A justiça iraniana condenou duas mulheres à morte por participarem nas manifestações antigovernamentais de janeiro, anunciaram hoje grupos de defesa dos direitos humanos.

Taraneh Rahimi e Leila Abolhasani foram julgadas no âmbito de processos distintos relacionados com incidentes ocorridos em Isfahan (centro), um dos focos destes vastos protestos, que atingiram o seu auge nos dias 08 e 09 de janeiro.

Taraneh Rahimi, de 20 anos, foi condenada à morte juntamente com nove homens por incidentes ocorridos num parque de Isfahan que causaram duas mortes, incluindo um membro das forças de segurança, indicaram as organizações não-governamentais (ONG) Hengaw, sediada na Noruega, e a agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos.

Outros arguidos neste caso, incluindo a irmã de Taraneh Rahimi, Romina, receberam penas que vão até aos 36 anos de prisão.

"Os advogados dos arguidos não tiveram acesso a grande parte do processo e alegaram que não dispuseram de tempo suficiente para analisar os documentos e as provas", afirmou a HRANA.

Leila Abolhasani, com 43 anos e mãe de dois adolescentes, foi, por sua vez, considerada culpada de ter incendiado uma loja durante os protestos, segundo relataram a agência HRANA e o observatório jurídico Dadban.

Os seus familiares negaram esta acusação e afirmaram que ela se limitou a filmar o incêndio.

Desde o início da guerra com os Estados Unidos, Teerão executou 29 homens por incidentes relacionados com os protestos, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega.

Até ao momento, o Irão não executou nenhuma mulher relacionada com os protestos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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