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"O Reino Unido tem alguns problemas": Trump diz estar a rever posição dos EUA relativamente às Malvinas

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"O Reino Unido tem alguns problemas": Trump diz estar a rever posição dos EUA relativamente às Malvinas

Donald Trump disse esta segunda-feira que está a rever a posição dos EUA em relação à soberania das ilhas Malvinas.

O presidente dos EUA foi questionado por um jornalista na Sala Oval e a resposta, embora não direta, foi reveladora.

“Eu revejo sempre todas as posições. Essa é apenas uma delas”, afirmou o chefe de Estado americano. "O Reino Unido tem alguns problemas, mas vão ser resolvidos".

Reporter: Are you reviewing the U.S. position on the Falkland Islands? Trump: I always review every position. That's just one of many. pic.twitter.com/xfrN2LX4oN

A afirmação de Trump surge dias após o jornal britânico The Telegraph ter avançado que os EUA ameaçaram o Reino Unido com a oposição à soberania de Londres sobre as Malvinas – Falklands no mundo anglófono – caso o país do primeiro-ministro Andy Burnham não aumente os gastos no setor da Defesa.

O The Telegraph, citando uma fonte da administração americana, afirma que o Reino Unido terá “atenção especial” dos EUA enquanto estes avaliam o compromisso dos aliados da NATO com a meta dos 5% do PIB estabelecida para a Defesa. A fonte refere também que "não se está a descartar nenhuma opção no que diz respeito às formas de promover o tipo de partilha de encargos que pretendemos".

Em abril deste ano, a Reuters revelou os conteúdos de um email interno do Pentágono, que sugeria que os EUA poderiam rever a posição sobre as Malvinas para penalizar o Reino Unido pela falta de apoio na guerra contra o Irão.

Na altura, um porta-voz do então primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu a soberania do Reino Unido sobre o arquipélago. "Não poderíamos ser mais claros quanto à posição do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas. É uma posição de longa data e permanece inalterada", disse o responsável à agência.

Desta vez, após a publicação do artigo do The Telegraph, um porta-voz do governo de Londres reiterou que "a posição do Reino Unido relativamente às ilhas Malvinas é de longa data e inabalável: estas são e continuarão a ser um Território Britânico Ultramarino, em conformidade com a vontade dos habitantes das ilhas Malvinas".

A proximidade entre Trump e o presidente da Argentina, Javier Milei, um dos grandes aliados da atual administração norte-americana, é também um fator importante para a atual disputa. Os dois já se encontraram por várias ocasiões nos últimos anos e Milei é presença assídua nas conferências conservadoras de apoio a Trump nos EUA.

O tema das Malvinas voltou às manchetes no dia 15 de julho após a meia-final do Mundial de futebol entre Argentina e Inglaterra, que a albiceleste venceu por 2-1. Após o apito final, vários jogadores da seleção argentina seguraram uma tarja com a frase “Las Malvinas son Argentinas” (As Malvinas são argentinas”, em português). Na altura, a Casa Branca defendeu os jogadores sul-americanos.

“Acreditamos nos direitos da Primeira Emenda aqui nos EUA”, disse Andrew Giuliani, líder da task force da Casa Branca para a FIFA, citado pela BBC.

A disputa pela soberania do arquipélago dura desde o século XVII e envolveu Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos e os Estados antecessores da Argentina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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