Duas meninas palestinianas chegam a Portugal para receberem próteses e cuidados médicos
Chegaram a Portugal, esta segunda-feira, duas meninas palestinianas que sofreram ferimentos graves na sequência da guerra em Gaza. Malak Alshirafa, de 7 anos, e Dima Qudaih, de 16, aterraram esta tarde no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, de modo a poderem receber cuidados médicos em duas unidades hospitalares portuguesas, confirmou a Euronews.
A divulgação da vinda das duas menores para o país tinha já sido feita, nas redes sociais, pela HEAL Palestine . Trata-se de uma organização sem fins lucrativos norte-americana criada "com o objetivo de prestar ajuda de emergência e apoio a longo prazo a crianças e famílias palestinianas", lê-se no site desta entidade, contando com vários hospitais de campanha em Gaza.
Neste caso em concreto, detalha-se em comunicado enviado pela entidade às redações, Malak e Dima são duas meninas "que perderam, cada uma, uma perna em bombardeamentos na Faixa de Gaza".
O seu encaminhamento para Portugal surge com vista a garantir que possam receber as próteses necessárias para que voltem a andar e, dessa forma, fazer todo o processo de reabilitação associado. São "as primeiras crianças palestinianas a serem tratadas no país através da organização humanitária norte-americana HEAL Palestine".
No entanto, a iniciativa que permitirá a Dima e Malak receberem tratamento especializado em território português surge de uma colaboração estabelecida pela HEAL Palestine, que foi a responsável pela retirada de ambas de Gaza, com o coletivo Parents for Peace e o GARPP - Grupo de Apoio a Refugiados Palestinianos / Portugal.
Em declarações à Euronews, Joana Vaz Ferreira, membro do GARPP - Grupo de Apoio a Refugiados Palestinianos / Portugal, explica que a solução portuguesa foi uma das encontradas pela organização HEAL Palestine para contornar o facto de ser muito difícil encaminhar crianças feridas em Gaza para território norte-americano. "Os Estados Unidos, devido às políticas que têm, vedaram a possibilidade de mais crianças acederem a cuidados médicos" nesse país, relata.
De acordo com a informação avançada por Joana Vaz Ferreira à Euronews, as duas crianças aterraram em Portugal quando já passava das quatro da tarde desta segunda-feira, hora local, acompanhadas pelas mães e, no caso de Malak, pelo irmão.
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