Celular de estudante da UFMS tinha mais de 20 mil arquivos de abuso infantil
Mais de 20 mil arquivos de abuso sexual infantil foram encontrados em um dos celulares apreendidos com o estudante de Engenharia de Software da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), João Pedro Souza de Arruda dos Santos, de 25 anos.
A descoberta, feita durante o avanço das investigações, reforçou os argumentos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para pedir a prisão preventiva do investigado.
A quantidade é muito superior aos cerca de 3 mil arquivos identificados anteriormente em outro aparelho.
Conforme apurado pelo Campo Grande News , os mais de 20 mil conteúdos foram localizados após a análise de um celular apreendido durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão que resultou na prisão em flagrante do estudante, no dia 28 de agosto, na Vila Sobrinho, em Campo Grande.
O volume de material encontrado tornou-se um dos principais elementos considerados para sustentar a necessidade de manter João Pedro preso.
Desde a audiência de custódia, realizada no dia seguinte ao flagrante, o Ministério Público já havia se manifestado contra a soltura, argumentando que havia risco de continuidade das práticas criminosas e de prejuízo às investigações.
Na ocasião, porém, o juiz José Henrique Kaster Franco indeferiu o pedido de prisão preventiva e concedeu liberdade provisória ao estudante.
Entre as medidas cautelares determinadas estava o uso de tornozeleira eletrônica pelo período de 180 dias.
A decisão levou em consideração o fato de o investigado ser primário, não possuir antecedentes e, naquele momento, não haver indícios de comercialização do material.
O aprofundamento da investigação, no entanto, trouxe novos elementos.
A análise dos dispositivos apreendidos revelou uma quantidade de arquivos muito maior do que aquela conhecida inicialmente, chegando a mais de 20 mil conteúdos em um dos celulares examinados.
Conforme apurado, um dos pontos levantados para justificar a prisão preventiva foi justamente a limitação da tornozeleira eletrônica diante das características dos crimes investigados.
O equipamento permite acompanhar a localização do investigado, mas, por si só, não impediria o acesso à internet ou a utilização de outro telefone, computador ou dispositivo eletrônico.
Assim, mesmo monitorado, ele poderia, em tese, utilizar outro aparelho para acessar ou obter novos arquivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.