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Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação

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Depois de décadas vendendo calçados, rede entra em colapso e mais de mil trabalhadores encaram o fim da operação

Custos maiores, mudanças no consumo e uma venda frustrada levaram uma tradicional cadeia britânica à segunda quebra em pouco mais de um ano.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma rede entra em colapso pela segunda vez após enfrentar custos maiores, vendas pressionadas e dificuldade para encontrar comprador. A Brantano operava 73 lojas e 64 concessões no Reino Unido, empregava mais de mil pessoas e encerrou todas as unidades poucos meses depois.

A empresa era a Brantano Retail Limited , conhecida no Reino Unido pela venda de calçados de diferentes marcas e faixas de preço. A rede entrou em administração em 22 de março de 2017 , pouco mais de um ano após ter passado pelo mesmo procedimento.

Naquele momento, a Brantano possuía 73 lojas e 64 concessões espalhadas pelo Reino Unido. A operação britânica havia crescido desde o fim dos anos 1990 e mantinha presença em grandes pontos comerciais, especialmente fora dos centros urbanos.

A Brantano enfrentava um mercado de calçados deprimido e competitivo, segundo os administradores da PwC. A queda da libra após o referendo sobre a União Europeia também elevou custos de importação, enquanto mudanças nos hábitos de consumo pressionavam varejistas tradicionais.

A controladora Alteri buscou vender a companhia antes da quebra. Houve interesse de potenciais compradores, mas nenhuma negociação resultou em uma venda capaz de manter a empresa funcionando, levando à segunda administração em pouco mais de um ano.

A Brantano empregava 1.086 trabalhadores quando entrou em administração pela segunda vez. A PwC descreveu oficialmente o quadro como superior a mil funcionários e avisou desde o início que demissões seriam inevitáveis caso compradores não fossem encontrados.

Os empregados continuaram trabalhando e recebendo salários enquanto os administradores avaliavam a operação e possíveis interessados em partes do negócio. Conforme ficou evidente que toda a cadeia não seria preservada, os desligamentos avançaram junto com os fechamentos.

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