Após 24 anos, CSN (CSNA3) terá novo CEO com saída de Steinbruch; veja quem entra
A CSN ( CSNA3 ) terá uma troca de guarda em seu principal cargo após 24 anos, com a saída de Benjamin Steinbruch da cadeira de CEO, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (2).
Em seu lugar, foi eleito um nome conhecido do setor de mineração: Fabio Schvartsman . Ele ocupou a presidência da Vale ( VALE3 ) entre 2017 e 2019. Deixou o cargo naquele ano, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG).
Schvartsman também é engenheiro de produção pela Poli-USP e ex-presidente da Klabin ( KLBN11 ). Tem mais de quatro décadas de experiência em grandes empresas brasileiras, com passagens também por Duratex, Grupo Ultra, Telemar e San Antonio Internacional.
Já Steinbruch não sairá totalmente do dia a dia da empresa que comandou por décadas. Ele foi eleito presidente do conselho de administração da companhia.
O executivo assumiu o comando da empresa ainda na esteira das privatizações da década de 1990 e moldou seu crescimento nos setores de siderurgia, mineração e infraestrutura.
A troca não aconteceu por acaso. Ocorre em um momento de mudanças na CSN, que busca diminuir suas dívidas. Em entrevista ao NeoFeed , Steinbruch disse que Fabio “vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível”.
“Para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária”, afirmou.
Segundo reportou a Coluna do Broadcast, Steinbruch escolherá nesta semana para quem dará exclusividade na compra do braço de cimentos da companhia.
A disputa envolve a chinesa Huaxin e o Grupo Votorantim, em conjunto com a italiana Cimentir. Steinbruch mirava até R$ 15 bilhões com a operação de venda, mas o negócio é avaliado em cerca de R$ 12 bilhões.
A companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com uma dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões , e uma operação na faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões teria dimensão relevante frente a esse passivo.
A ideia da gestão é continuar vendendo ativos para diminuir essa dívida .
“Depois do cimento, vamos trabalhar em participações minoritárias na infraestrutura e energia, venda de unidades independentes no exterior, e depois trazer parceiro para siderurgia para avançar em inovação e tecnologia”, afirmou ao NeoFeed.
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