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Com preços altos, importação de fertilizantes cai 7% até julho

UOL Notícias ·
Com preços altos, importação de fertilizantes cai 7% até julho

A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP

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Após o recorde de 49,1 milhões de toneladas no ano passado, as vendas internas de fertilizantes devem recuar para 46,7 milhões neste ano, uma queda de 5%.

Dificuldades na oferta mundial e preços elevados, devido a questões geopolíticas, forçam essa queda de consumo, segundo avaliação de Fábio Silveira, da consultoria MacroSector. O analista inclui ainda entre as causas da desaceleração do consumo a queda nas receitas do produtor neste ano.

Na avaliação da consultoria, há uma relativa escassez de insumos e de produtos no mercado internacional, o que reflete também nos preços. Em junho, a tonelada de fertilizante custava 26% a mais do que há um ano, sendo negociada a US$ 441,4. Nos últimos 12 meses até junho, a alta acumulada foi de 5% em relação a igual período imediatamente anterior.

Os dados mais recentes da Secex (Secretaria de Comércio Exterior ) indicam que as importações de fertilizantes caíram para 22,4 milhões de toneladas de janeiro a julho, 7,4% menos do que em igual período do ano anterior. Apesar dessa queda, os gastos com as compras externas subiram para US$ 8,8 bilhões, 7,3% a mais do que em 2025.

Rússia e China continuam sendo os maiores fornecedores em volume. O Brasil foi buscar 4,9 milhões de toneladas nos sete primeiros meses deste ano no mercado russo e 4,1 milhões no chinês.

O bloco do Oriente Médio, após o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, forneceu apenas 1,6 milhão de toneladas ao Brasil, um volume 16% inferior ao de março a julho do ano passado. Já a América do Norte elevou a oferta para 2,5 milhões, 20% a mais no período.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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