Mais tempo livre. Mas para quê?
Estamos vivendo uma discussão necessária sobre o futuro do trabalho.
A redução das jornadas, o avanço da escala 5x2, as experiências com semanas de quatro dias e o debate sobre o fim da escala 6x1 revelam uma mudança importante na maneira como enxergamos a relação entre trabalho e vida.
E talvez já fosse hora de essa discussão acontecer.
Nenhuma empresa pode continuar agindo como se o tempo de um ser humano fosse um recurso infinito.
Afinal, tempo de trabalho também é tempo de vida.
Mas reduzir jornadas não significa simplesmente retirar horas de uma escala.
Para oferecer mais qualidade de vida sem comprometer a sustentabilidade do negócio, as empresas precisarão fazer algo que muitas ainda adiam: organizar verdadeiramente o trabalho.
Isso significa conhecer custos, medir produtividade, estruturar processos, eliminar retrabalhos, dimensionar corretamente equipes e utilizar tecnologia para aquilo que ela pode fazer melhor.
Durante muito tempo, parte das empresas compensou sua própria ineficiência com tempo de gente.
Quando um processo não funcionava, alguém trabalhava mais.
Quando faltava organização, contratava-se mais.
Quando a informação não circulava, criava-se mais uma reunião.
Se queremos trabalhar menos horas, precisaremos aprender a trabalhar melhor durante as horas que permanecem.
E talvez seja justamente aí que tecnologia e inteligência artificial possam cumprir um papel muito mais interessante do que simplesmente substituir pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.