‘Pix não é bom’: as mensagens de Vorcaro sobre os pagamentos a Viviane de Moraes
Com o fim do sigilo da investigação sobre o Banco Master , vieram à tona nesta terça-feira, 1°, mensagens que mostram como Daniel Vorcaro e seus parceiros gerenciavam os negócios com o escritório de Viviane Barci de Moraes , esposa do ministro Alexandre de Moraes .
Entre as mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF), constam orientações sobre a forma de quitação de valores, além de discussões sobre a estrutura societária de ativos ligados a um segundo contrato entre o escritório e uma empresa do grupo de Vorcaro.
Em uma das conversas, datada de 1º de outubro de 2025, o interlocutor Alberto Felix informa a Vorcaro sobre um pagamento efetuado ao escritório.
Em resposta, o banqueiro orienta expressamente que os repasses ao escritório Barci de Moraes não sejam feitos via Pix.
A determinação foi destacada no relatório da PF, confirmando a ordem do empresário para evitar o uso do meio de pagamento instantâneo.
A instrução chama a atenção pela cautela específica com a modalidade da transferência.
No entanto, o material analisado não deixa claro o motivo de Vorcaro considerar o Pix inadequado, tampouco permite concluir que a medida buscava ocultar uma operação ilícita.
O relatório da PF limita-se a documentar a ordem dada e sua ligação direta com os pagamentos feitos ao escritório.
Continua após a publicidade O segundo contrato A PF também esquadrinhou um segundo contrato envolvendo o escritório de Viviane de Moraes.
Assinado em 12 de maio de 2025 com a Vikings Participações Ltda (empresa ligada ao grupo de Daniel Vorcaro), o novo acordo de honorários abriu caminho para uma complexa engenharia societária que envolvia a transferência de aeronaves de luxo: um jato e um helicóptero.
Esse contrato foi enviado por Vorcaro a seu advogado, Leonardo Palhares, no dia seguinte à assinatura.
Em 16 de maio, Palhares explicou ao banqueiro que havia preparado duas alternativas de documentações para operacionalizar o negócio: a primeira previa a transferência imediata de todas as quotas das empresas proprietárias dos ativos com uma opção de recompra simbólica por 1 real caso o contrato de honorários não fosse cumprido; a segunda propunha que a transferência definitiva ocorresse apenas após a conclusão dos serviços.
Vorcaro rejeitou categoricamente a segunda opção, respondendo por mensagem: “Opção 1 não é o negócio.
Os ativos são deles… já”.
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