Metrô autônomo: a nova tecnologia da BYD que pode mudar o transporte urbano
A fabricante chinesa BYD apresenta, durante o evento da 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, realizado esta semana em São Paulo, o projeto de implantação e entrada em operação da Linha 17-Ouro do Metrô paulista e o BYD SkyShuttle, um novo sistema automatizado de transporte desenvolvido pela companhia para facilitar a mobilidade urbana.
A Linha 17-Ouro, primeiro sistema de monotrilho da fabricante fora da China, foi um marco para a atuação da BYD no transporte ferroviário brasileiro, com sua tecnologia SkyRail.
A BYD forneceu as 14 composições destinadas à linha, além de participar do fornecimento de diferentes sistemas associados à operação.
Entre eles estão portas de plataforma, alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e tecnologias relacionadas ao Centro de Controle Operacional.
As composições formam a chamada Frota N do Metrô de São Paulo.
Cada trem é composto por cinco carros e foi projetado para operar de forma automatizada, sem a presença de condutor na cabine.
A SkyRail usa o sistema UTO, sigla em inglês para Unattended Train Operation, que permite a operação sem condutor, associada ao sistema de sinalização CBTC.
Cada composição tem capacidade para transportar até 616 passageiros, segundo informações divulgadas pela fabricante.
O projeto prevê uma capacidade de aproximadamente 100 mil passageiros por dia quando a linha estiver em operação plena.
O trem, que completa a frota de 14 trens concluída em agosto para a Linha 17-Ouro, foi fabricado na China e transportado por via rodoviária desde o Porto de Santos.
Antes de ser incorporada à operação comercial, a composição precisa passar pelas etapas de montagem e pelos testes necessários para sua certificação operacional.
Na inauguração, o trecho em operação tinha 6,7 quilômetros de extensão e sete estações.
O ramal liga a região do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas e faz integração com a Linha 9-Esmeralda, na estação Morumbi, e com a Linha 5-Lilás, na estação Campo Belo.
No caso do SkyRail da BYD, a propulsão da infraestrutura de monotrilho elevada é elétrica e o trem dispõe de baterias embarcadas.
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