Os moradores estão envelhecendo. Seu prédio também
Um condomínio preparado precisa de um plano permanente para cuidar dos moradores idosos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O envelhecimento da população brasileira vai produzir uma transformação silenciosa dentro dos condomínios. Cada vez mais pessoas vão chegar aos 60, 70, 80 anos permanecendo nos apartamentos onde construíram suas vidas. E existe um segundo envelhecimento acontecendo no mesmo endereço: o do próprio edifício.
Por isso, falar em condomínio preparado para o futuro não significa apenas instalar uma rampa de acessibilidade. Significa criar um plano permanente para cuidar de pessoas +60 e prédios +20, +30 ou +40 anos.
O primeiro passo é mapear necessidades, sem invadir a privacidade de ninguém. O condomínio pode disponibilizar voluntariamente um cadastro de moradores que desejem informar necessidades especiais de mobilidade ou indicar contatos para situações de emergência.
Depois, é preciso olhar para o caminho que esse morador percorre todos os dias.
A entrada é segura? O piso fica escorregadio quando chove? Existem corrimãos onde são necessários? A iluminação é suficiente? Os números dos andares e placas podem ser lidos facilmente? Há locais de descanso? As portas são pesadas demais? O acesso à piscina, salão, academia e demais áreas comuns continua adequado para alguém com mobilidade reduzida?
São pequenas intervenções que podem representar enorme diferença entre independência e dependência.
Também vale criar um protocolo de emergência para moradores +60. Porteiros, zeladores e funcionários precisam saber como agir diante de uma queda, mal-estar ou pedido de socorro, quem acionar e quais informações podem ou não fornecer. Isso exige treinamento e procedimentos claros, não improvisação.
Tecnologia também pode ajudar. Controle de acesso mais simples, interfones acessíveis, boa iluminação automatizada, câmeras nas áreas comuns dentro dos limites legais e sistemas de comunicação mais fáceis podem aumentar segurança sem transformar o condomínio em um ambiente de vigilância sobre o idoso.
Enquanto cuidamos dos moradores que envelhecem, precisamos fazer exatamente a mesma pergunta sobre a edificação: como está a saúde do nosso condomínio?
Um prédio de 30 anos não deveria ser administrado como um prédio de cinco.
A gestão precisa conhecer a idade e o estado dos seus principais sistemas. Elevadores, instalações elétricas, hidráulica, impermeabilizações, fachada, bombas, sistemas de incêndio, SPDA, portões, geradores, piscinas e equipamentos possuem ciclos de manutenção, modernização e substituição.
Em vez de esperar alguma coisa quebrar para aprovar uma despesa emergencial, o condomínio deveria possuir um Mapa de Envelhecimento do Edifício.
Para cada sistema, o síndico deveria saber: quando foi instalado, quando recebeu a última intervenção relevante, qual seu estado atual, quais manutenções são necessárias, quando provavelmente precisará ser modernizado ou substituído e quanto essa intervenção poderá custar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.