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Política

CEO do Rei do Mate compara trabalhadores que querem fim da 6×1 com crianças

Revista Fórum ·
CEO do Rei do Mate compara trabalhadores que querem fim da 6×1 com crianças

O CEO do Rei do Mate, Antônio Carlos Nasraui, gerou repercussão ao comparar a defesa do fim da escala 6×1 ao desejo de uma criança de frequentar menos a escola.

A declaração foi dada em entrevista à Folha, enquanto o Congresso Nacional debate a aprovação da PEC 221/2019 , que já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado.

Nasraui argumentou que a redução da jornada sem corte salarial elevaria custos para empresas e pressionaria preços ao consumidor, posicionando-se contra uma mudança que movimentos sindicais e trabalhadores defendem há décadas.

A polêmica declaração do CEO Em entrevista à Folha, Antônio Carlos Nasraui, CEO do Rei do Mate, classificou a proposta de fim da escala 6×1 como uma mudança “popular” e recorreu a uma analogia para desqualificá-la: “uma criança sempre vai preferir ir menos vezes à escola”.

A comparação equipara uma demanda histórica da classe trabalhadora por mais descanso e qualidade de vida a um impulso infantil, sem considerar as condições concretas de quem cumpre seis dias seguidos de trabalho com apenas um de folga.

O CEO da rede, que comanda cerca de 300 lojas e registrou crescimento de 7% no primeiro semestre , afirmou que o impacto seria mais severo sobre o pequeno comércio.

Na sua avaliação, cobrir as folgas adicionais exigiria a contratação de mais funcionários, elevando a folha de pagamento e ameaçando operações com margens menores.

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desmente a associação: Estudo do Ipea derruba mito do mercado sobre o fim da escala 6×1 O pano de fundo é a tramitação da PEC 221/2019 , aprovada pela Câmara dos Deputados.

A proposta prevê jornada máxima de 40 horas semanais, cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado, sem redução salarial.

A transição ocorreria em 14 meses, e categorias com escalas específicas poderiam adotar modelos distintos via negociação coletiva, desde que garantida a média de dois dias de descanso por semana.

O texto ainda aguarda análise do Senado e não tem data definida para votação, mas foi pautado pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre (UB-AP).

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