Dona da Farm, Hering e Schutz, Azzas 2154 anuncia cisão após crise entre sócios e queda nos resultados
A cisão da Azzas 2154 — conglomerado que reúne marcas como Farm, Hering, Animale e Schutz, entre outras — foi formalizada nesta quarta-feira 02, menos de dois anos após a criação do grupo, formado em 2024 a partir da fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O histórico da empresa, no entanto, indica que a separação ocorre em meio a impasses entre os sócios Alexandre Birman e Roberto Luiz Jatahy — fundadores da Arezzo&Co e do Grupo Soma, respectivamente —, além de uma série de mudanças no conselho de administração e na governança da companhia ao longo do último ano.
Agora no g1 Dança das cadeiras As mudanças no alto escalão da companhia começaram a ganhar força em maio de 2025, apenas nove meses após a conclusão da fusão entre Arezzo e Soma.
A primeira saída foi a do empresário Guilherme Benchimol — fundador da XP e então membro do conselho de administração da Azzas —, que renunciou ao cargo devido a “outros compromissos profissionais”, que demandavam “crescente disponibilidade de tempo e agenda”.
André De Vivo assumiu a vaga.
Em junho, a empresa anunciou uma reestruturação no conselho de administração.
Na mesma data, nomeou Nicola Calicchio Neto como presidente e Marcel Sapir como vice-presidente do colegiado, em substituição a Pedro Parente e Anna Chaia, que renunciaram aos cargos.
Nos meses seguintes, outros executivos deixaram seus cargos, como Rony Meisler, fundador da marca Reserva.
O último deles foi o próprio Calicchio Neto, que deixou a presidência do conselho um ano após assumir a função.
Resultados mais fracos Além das mudanças no alto escalão, os resultados da empresa também perderam força nos últimos trimestres.
De janeiro a março deste ano, por exemplo, a companhia registrou queda de 45,7% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 117,7 milhões para R$ 63,9 milhões.
O resultado também representa uma queda de 62% em relação ao último trimestre de 2025, quando a companhia registrou lucro líquido de R$ 168 milhões.
“É inegável que os resultados ficaram abaixo das nossas expectativas e não condizem com a nossa capacidade de execução e muito menos com a força das nossas marcas”, afirmou o presidente da companhia, Alexandre Birman, a investidores à época da divulgação de resultados.
Em meio a esse cenário, a empresa também viu seu valor de mercado cair pela metade.
O desempenho mais fraco da companhia também reforçou a cautela entre analistas do mercado financeiro e levantou dúvidas sobre o ritmo de crescimento das vendas nos próximos trimestres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.