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Economia

Com jantar, Lula agiu para neutralizar avanço de Flávio no empresariado

UOL Economia ·
Com jantar, Lula agiu para neutralizar avanço de Flávio no empresariado

O jantar de Lula (PT) com empresários e banqueiros na segunda-feira, em Brasília, foi um movimento para neutralizar o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) com o PIB e quebrar a imagem de que o presidente está isolado do empresariado.

Na semana passada, o candidato do PL marcou pontos na campanha ao ser recebido para um encontro com os líderes dos três maiores bancos privados do país (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil), além de gestores da indústria financeira e alguns empresários.

A recepção a Flávio pela elite da Faria Lima foi uma guinada que indica que a candidatura passou a ser levada mais a sério. Em julho, quando o caso do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro (Master) para o filme "Dark Horse" parecia minar o avanço da candidatura, expoentes do mercado evitavam receber o senador.

A campanha de Lula afirma que o encontro dele com o PIB já vinha sendo preparado antes do jantar de Flávio vir a público, mas o avanço do adversário no segmento incomodou operadores do presidente, segundo a coluna apurou.

De acordo com o relato de um participante do encontro, os empresários falaram primeiro e o presidente no final.

Foi Joesley Batista (JBS) o mais claro ao tratar da expansão do gasto do governo e com a dívida pública, hoje as preocupações mais evidentes do empresariado. A questão fiscal e o endividamento estão na origem das altas taxas de juros.

Lula fez principalmente uma defesa do próprio histórico econômico, que o PIB tem crescido sob seus governos e afirmou que tem comprometimento com o equilíbrio das contas, mas não fez nenhuma promessa específica.

Lula também afirmou que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar a reduzir os juros, mas ressaltou que a questão não depende apenas do presidente da República, conforme o relato de um participante do encontro. O presidente voltou a defender que vê como investimento, não como gasto, os aportes na área social.

Conforme um outro empresário que participou do jantar, Lula tem evitado tocar no tema das contas publicamente, deixando para Dario Durigan (Fazenda) e para o vice Geraldo Alckmin a defesa do equilíbrio das contas públicas em eventos com o mercado financeiro e empresários.

Já o candidato do PL tem sido mais direto nas interações com o empresariado. Na quinta, em São Paulo, ele prometeu acabar com o arcabouço fiscal e estabelecer um mecanismo de controle de gastos públicos, "mais simples", similar ao teto de gastos estabelecido durante a Presidência de Michel Temer.

Flávio tem repetido que a disputa se dá entre dois projetos diferentes de país e que o dele, não o do PT, tem compromisso com o equilíbrio fiscal.

André Esteves (BTG Pactual) fez um relato aos participantes sobre um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de semana.

De acordo com o Brazil Journal, o banqueiro disse que Trump elogiou Lula, afirmando que presidente brasileiro tem sido duro "duro mas ok".

Esteves, aliás, foi um dos participantes do encontro com Lula, que também esteve com Flávio Bolsonaro recentemente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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