Flávio usa sabatina como propaganda, enaltece bolsonarismo e deixa conta do ajuste em aberto
A sabatina do senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite desta sexta-feira (16/10), na Globo, foi repleta de tentativas de interrupção da jornalista Renata Lo Prete, que a todo momento dizia: “Candidato… Candidato, vamos retomar…”.
O presidenciável respondeu o que e como quis e fez dos cerca de 50 minutos de entrevista uma oportunidade de propaganda eleitoral.
O começo foi um dos poucos momentos de objetividade.
Respondeu de pronto que não pretende acabar com o reajuste do salário mínimo nem com os pisos de saúde e educação.
O problema é que a conta do ajuste fiscal continua em aberto, com a solução para a economia endereçada ao combate à corrupção e à inteligência artificial.
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email Depois, questionado se defende punição a quem depredou e tentou dar um golpe de Estado em 8 de janeiro , em Brasília, Flávio respondeu que o presidente Lula (PT) quer dar um golpe nos motoboys de São Paulo – um tema que parece não fazer muito sentido para o público em geral, mas certamente deve ter aparecido como importante nas pesquisas qualitativas da campanha.
Lo Prete tentou contornar a fuga do candidato ao tema e relembrou que a pergunta era sobre o 8 de Janeiro.
Flávio respondeu que quem estava depredando o país era Lula.
Quando finalmente respondeu sobre o 8 de Janeiro, à sua maneira, reforçou o bolsonarismo e disse que os envolvidos na tentativa de golpe deveriam ter sido punidos apenas pelos atos de depredação do patrimônio.
E defendeu o pai, Jair Bolsonaro (PL), preso e condenado pela tentativa de golpe.
Inscreva-se no canal de notícias do JOTA no WhatsApp e fique por dentro das principais discussões do país! Flávio não precisou responder que tirar o ex-presidente da cadeia será uma prioridade, talvez porque isso já seja amplamente conhecido.
Ele disse ainda que “não está no radar” um cargo para o pai num eventual governo.
Tampouco precisaria, porque Jair terá a influência que quiser.
O próprio candidato destacou o “privilégio” que é poder consultar o pai, um ex-presidente, quando precisar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.