Filme de Bolsonaro: defesa usa eleição para adiar perícia sobre milhões de Vorcaro
A defesa da produtora GoUp, responsável pelo filme de Bolsonaro, anunciou que só apresentará uma nova perícia sobre o financiamento milionário da produção depois das eleições presidenciais.
A decisão ocorre em meio à investigação dos repasses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e apenas um dia depois de Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, em entrevista à TV Globo, que as contas do longa-metragem já haviam sido prestadas.
A informação foi divulgada neste sábado (17) pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles .
Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Ricardo Sayeg, que representa a produtora, justificou o adiamento com a alegação de que o encerramento das eleições colocará fim à “politização” do caso.
Segundo Sayeg, a nova perícia deverá demonstrar a legalidade da captação dos recursos utilizados na cinebiografia.
O advogado não apresentou, porém, uma data específica para a divulgação do documento, limitando-se a indicar o período posterior à votação.
A promessa chama atenção porque o laudo já deveria ter sido entregue.
Em 3 de setembro, o perito privado Anísio Castelo Branco, contratado pela defesa, informou que apresentaria novos documentos ainda naquela semana.
Passado um mês e meio, os resultados não foram divulgados.
O adiamento acontece justamente quando novas revelações levantam dúvidas sobre a trajetória dos valores enviados aos Estados Unidos, enquanto a Polícia Federal tenta identificar a origem e o destino dos recursos associados à produção.
Filme de Bolsonaro: Flávio diz que contas foram prestadas, mas perícia continua pendente Na noite de sexta-feira (16), durante sabatina na TV Globo, Flávio Bolsonaro voltou a defender o financiamento de Dark Horse.
O candidato afirmou que a produtora brasileira havia prestado contas dos valores recebidos e negou qualquer irregularidade na relação com Vorcaro.
O senador sustentou que o investimento se tratava de uma operação privada, sem contrapartida relacionada ao exercício de seu mandato.
Questionado sobre os valores negociados, alegou que o contrato original não foi integralmente cumprido e que outros investidores contribuíram para a conclusão do filme.
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