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Harmonização do bumbum fica popular com famosas; saiba os riscos do procedimento

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Harmonização do bumbum fica popular com famosas; saiba os riscos do procedimento

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Depois do rosto, a harmonização avança para outra parte do corpo: o bumbum. O procedimento estético tem crescido em consultórios e atraído famosas como Virginia Fonseca , Deborah Secco , Bianca Andrade e Bruna Biancardi.

Segundo dados do Google Trends, o interesse nas buscas por "harmonização glútea" atingiu o pico no primeiro semestre de 2026.

A intervenção é feita com a injeção de produtos como ácido hialurônico ou bioestimuladores de colágeno nos glúteos, para dar volume ou melhorar o contorno, afirma o cirurgião plástico Marco Kitamura, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Também visa melhorar perda de volume, celulite e flacidez, além de contornar alguma assimetria, acrescenta Alessandra Romiti, dermatologista e assessora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

As substâncias são aplicadas logo abaixo da pele e antes do músculo, diferentemente de uma prótese, colocada dentro da musculatura, explica Kitamura. Em comparação com a cirurgia plástica, a harmonização preenche locais onde a prótese não chega, como os flancos e as laterais do quadril, afirma o médico Roberto Chacur, responsável pelo procedimento de Virginia Fonseca e outras famosas.

O ácido hialurônico corporal é o material mais comum, mas também são usados bioestimuladores como ácido poli-L-láctico e hidroxiapatita de cálcio, por vezes associados, afirma Romiti. Segundo os especialistas, não há um limite estipulado, mas a quantidade injetada varia de 30 ml a 100 ml para cada lado.

Assim como na face, o resultado da harmonização nos glúteos é temporário, ressaltam os médicos. Esses produtos são absorvidos pelo corpo ao longo de um ano e meio, aproximadamente. Se o paciente parar de fazer as aplicações, o bumbum volta mais ou menos ao que era antes, diz Kitamura.

É diferente do que ocorre com o PMMA (polimetilmetacrilato), uma substância sintética permanente, composta por microesferas suspensas em gel. Sua aplicação pode causar complicações graves e sequelas, alerta o cirurgião plástico.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) proibiu o uso do PMMA como substância preenchedora em procedimentos estéticos ou reparadores no Brasil. A medida foi anunciada em maio deste ano, após a morte de uma mulher de 48 anos que passou por uma remodelação de glúteos e coxas com o material.

Por isso, quem quer continuar com o bumbum para cima precisa fazer reaplicações entre seis meses a um ano. Além disso, o resultado geralmente é progressivo, e uma única sessão não é suficiente para chegar ao volume desejado, dizem os especialistas.

A harmonização é realizada em consultórios por médicos, cirurgiões plásticos e dermatologistas. É feita com anestesia local, e o paciente fica acordado durante o processo, explica Chacur.

Edema e inchaço na região são comuns no pós, mas preenchimentos podem trazer efeitos colaterais mais graves. Segundo os especialistas, os principais riscos são infecções causadas pela falta de assepsia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.

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