Comunidade ribeirinha denuncia precariedade em prédio escolar
PM arrecada doações para famílias da Região do Baixo Rio Branco (Foto: Alfredo Maia) Moradores da Vila Caicubi, na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí, denunciaram o suposto abandono da Escola Municipal Celestino da Luz e da sala anexa da Escola Estadual José Bonifácio.
O protesto, divulgado no início desta semana, relata a suspensão das aulas presenciais devido à infraestrutura deteriorada do prédio e a uma grave infestação de roedores no estoque de alimentos.
A comunidade ribeirinha exige uma inspeção sanitária imediata e a construção de uma nova sede para garantir o direito básico à educação.
“Já estamos há semanas sem aulas.
Quando não falta professor, falta merenda.
Quando não falta merenda, faltam materiais didáticos.
E quando faltam esses recursos, quem perde é o aluno, que fica sem o direito básico de estudar.” Os moradores alegam que as aulas estão suspensas há semanas.
Eles destacam, ainda, o completo abandono da infraestrutura escolar e o descumprimento das condições mínimas de dignidade e higiene para o atendimento das crianças e jovens da comunidade ribeirinha.
Sem respostas, os trabalhadores da educação e os pais relatam o cancelamento das atividades cívicas de 7 de setembro e o enfrentamento de graves prejuízos ao ano letivo dos alunos.
Eles cobram transparência sobre ações de reforma e pedem que as autoridades se manifestem publicamente em relação a uma previsão para a regularização do calendário escolar.
A comunidade interveio de forma pública por meio de um manifesto divulgado nesta semana, exigindo uma inspeção sanitária urgente no local.
O protesto detalha que o setor de armazenamento de alimentos está totalmente comprometido devido a uma grave proliferação de roedores e seus derivados, o que inviabiliza o fornecimento seguro de merenda aos estudantes.
De acordo com os relatos dos moradores, as deficiências estruturais do prédio compartilhado envolvem salas de aula sem iluminação, ausência de ar-condicionado ou ventiladores adequados, pisos danificados e janelas quebradas.
Diante da falta de segurança física e social para os estudantes, as atividades pedagógicas diárias paralelas foram substituídas pelo envio de apostilas impressas, um modelo classificado pela comunidade como precário e insuficiente.
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